Causa ecológica domina discursos no segundo dia

Nem HSPA, nem TV no celular. Em tempos de aquecimento global, o tema dominante na abertura do segundo dia do Mobile World Congress, feira de telefonia celular realizada em Barcelona, foi a causa ecológica. O primeiro a tocar no tema foi o CEO da Nokia, Olli-Pekka Kallasvuo. A principal novidade apresentada em sua palestra no evento foi a intenção da fabricante finlandesa de desenvolver um celular feito 100% de material reciclado. ?Até os componentes internos serão feitos de maneira ecologicamente correta?, afirmou. Batizado inicialmente de ?Remade?, o celular reciclado da Nokia é, por enquanto, apenas um conceito.
Depois da Nokia, foi a vez da China Mobile abordar a causa ecológica. O CEO da maior operadora do mundo, Wanjg Jianzou, conclamou as teles a reduzir seu consumo de energia e a recolher baterias de celulares. A China Mobile iniciou em 2006 um ambicioso plano para reduzir o impacto ambiental de suas atividades. A operadora tem negociado com fabricantes a produção de estações radiobase (ERBs) que consumam menos energia. Além disto, tem utilizado em áreas rurais energia solar e eólica em suas antenas. Paralelamente, criou um programa de recolhimento de baterias usadas: só em 2007 foram recolhidas 3 milhões de baterias na China. Por fim, a operadora tem modificado sua maneira de empacotar seus produtos e conseguiu reduzir em 57 mil metros cúbicos o uso de madeira. ?A mudança climática é um grande desafio para o mundo. Em curto prazo, nossas medidas podem aumentar o Capex da empresa, mas em longo prazo reduziremos os custos ao consumir menos energia?, explicou Jianzou.

Protesto

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Uma curiosidade: na última segunda-feira, 11, na saída do Mobile World Congress, havia um protesto com cerca de 20 ativistas. Com faixas, cartazes e um megafone, eles criticavam a instalação indiscriminada de antenas celulares em Barcelona e alertavam para os riscos que elas podem causar à saúde humana.

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