Para ganhar market share, ABS será agressiva em preços no mercado de banda C

O mercado de satélites tem dado pouco destaque para o mercado de capacidade e aplicações em banda C, mas é justamente neste nicho que a operadora de satélites ABS planeja expandir sua presença no Brasil. Com uma grande quantidade de transponders disponíveis no ABS 3A, que fica posicionado a 3oW (são quase 700 MHz) e uma cobertura ampla inclusive na costa do território brasileiro, a empresa aposta na retomada do mercado marítimo e, sobretudo, nos baixos custos de sua capacidade, para abocanhar market share. "Somos hoje a quinta empresa global de satélites em capacidade, mas entramos há pouco tempo, com uma proposta de repassar para os nossos clientes todos dos ganhos que conseguimos com uma estrutura de custos bastante enxuta e com novas tecnologias", explica Estevao Ghizoni, diretor gerente para a América Latina.

A empresa conta com uma frota global de seis satélites e forte presença na África e Ásia, inclusive região do Pacífico. O ABS 3A foi um satélite lançado em 2015, tem propulsão elétrica, vida útil de 25 anos e um custo de construção e lançamento que permitem à ABS praticar preços pelo menos 20% mais baixos do que a média de outros satélites em banda C. O satélite também tem capacidade em banda Ku.

O mercado marítimo e no mercado de distribuição de vídeo são as principais apostas da ABS com a banda C, mas o mercado corporativo e o mercado de celular (backhaul) também estão no horizonte, assim como o mercado de comunicação embarcada (IFC, com a banda Ku).

Na estratégia de ampliar posição na América Latina, a ABS trouxe Edson de Vito para ser seu diretor de vendas para a região. De Vito estava na SES, onde cuidava justamente do mercado corporativo. A empresa pretende atuar no mercado de capacidade mas também de serviços, e por isso tem uma parceria com a Prime Telecom, com um teleporto no Rio de Janeiro.

A operação em banda C faz com que a empresa esteja atenta aos movimentos de liberação desta faixa para serviços de banda larga móvel. Para Ghizoni, no caso do ABS 3A, o uso da banda C se deu nas frequências um pouco mais altas então existe menor riscos de interferência, mas elas podem acontecer. Com uma longa carreira nos EUA, onde passou por empresas como Panamsat e Intelsat, Ghizoni vê como inevitável o movimento de alocação de mais faixas para a banda larga móvel, mas a comunidade de satélites, diz, tem defendido a reserva de algumas faixas.

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