Telecom Américas gastará até R$ 80 milhões com migração

O grupo Telecom Américas calcula que gastará entre R$ 60 milhões e R$ 80 milhões para efetuar a migração para o Serviço Móvel Pessoal (SMP) em suas quatro operadoras ? ATL, Americel, Tess e Telet. O grande problema no momento, segundo o presidente da companhia, Carlos Henrique Moreira, é decidir se será feito um upgrade da plataforma de pré-pago ou se uma nova será comprada. A plataforma atual, fornecida pela Corsair, não está preparada para usar o Código de Seleção de Prestadoras (CSP), obrigatório no SMP. A migração deve ser concluída no início do ano que vem.

GSM

As propostas dos fornecedores para a instalação da rede GSM do Telecom Américas serão entregues entre os dias 18 e 20 deste mês. Foram convidadas a participar da concorrência seis empresas: Nokia, Siemens, Alcatel, Nortel, Motorola e Ericsson. Assim como fizeram Oi e TIM, o Telecom Américas deve escolher mais de um fornecedor, dividindo a instalação por regiões. Entretanto, a empresa ainda não definiu como será essa divisão. A expectativa de Moreira é de que os fornecedores sejam escolhidos antes do fim do ano. O executivo ressaltou que o grupo não está pedindo financiamento aos fabricantes. ?Apenas negociaremos melhores condições de pagamento?, explicou, lembrando que o Telecom Américas reduziu sensivelmente sua dívida em 2002 e está com dinheiro em caixa para bancar os gastos com a migração tecnológica.

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A companhia pretende investir cerca de US$ 500 milhões em rede GSM nos próximos três anos. Desse total, cerca de 60% se destinará ao overlay em suas redes TDMA e o restante será usado nas novas áreas recém-conquistadas: São Paulo; Paraná e Santa Catarina; e Bahia e Sergipe. A previsão de início de operação nesses estados é até o final do primeiro semestre de 2003.
Negociações para compartilhamento de sites já começaram com diversas empresas. Segundo o diretor de redes da ATL, Hilário Calvet, será preciso aumentar entre 15% e 20% o número de sites das operadoras do grupo para atender à necessidade da tecnologia GSM. Ele ressalta, todavia, que nas grandes cidades, onde foi preciso instalar mais antenas TDMA que o normal por causa do crescimento da base de clientes, a construção de novos sites será menor.

Marca

As novas operadoras do grupo utilizarão um nome só. A marca a ser escolhida provavelmente servirá, no futuro, também para as outras quatro empresas do Telecom Américas, concluindo sua consolidação no Brasil. A diretoria de marketing da companhia já está fazendo testes de mercado com algumas sugestões de nomes. Uma das opções é usar a marca ?ATL?, que é forte no mercado fluminense e possui reconhecimento nacional. Está descartada a possibilidade de utilizar o nome ?Telecom Américas?.
Moreira espera que em quatro ou cinco anos cada uma das novas operadoras do grupo esteja com cerca de 1,5 milhão de clientes. Hoje, as quatro empresas atuais do Telecom Américas somam mais de 5 milhões de usuários.
O executivo aproveitou para desmentir a notícia de que o churn de suas operadoras têm aumentado em função da entrada de novos concorrentes no mercado. ?A taxa de churn da ATL foi de 1,6% em novembro. É a menor do Brasil e foi menor do que aquela que registramos em outubro?, afirmou. Para Moreira, o número divulgado pela Oi de que 75% de seus clientes vêm de outras operadoras é falso. No seu entender, a maior parte dos usuários da Oi são novos clientes de telefonia celular e a penetração, portanto, estaria aumentando.
Em 2002, houve um aumento de 20% na base de clientes do grupo no Brasil; a receita aumentou 15% e as despesas caíram 66%. A margem de EBITDA está em torno de 35% e neste quarto trimestre é esperado registro de lucro operacional.

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