Distribuidoras de energia continuam indecisas sobre licitação

As distribuidoras de energia brasileiras ainda não estão decididas se realizarão licitações para abrir suas redes para a oferta comercial de PLC por terceiros. "Isso está em discussão na Copel", disse o coordenador de PLC da Copel Telecom, Orlando Cesar. Representantes da Celg informaram o mesmo a este noticiário. Vale destacar que Copel e Celg estão entre as distribuidoras que mais testes realizaram com PLC até o momento.
Pela regulamentação brasileira, a exploração de redes elétricas para oferta comercial de banda larga via PLC deve ser feita por terceiros, e não pelas distribuidoras de energia diretamente. Para tanto, é necessário realizar licitações. A abertura da rede a terceiros pode ser negada, desde que acompanhada de uma justificativa. O sonho de muitas distribuidoras era explorar banda larga via PLC através de suas subsidiárias de telecomunicações. Isso ainda pode acontecer, desde que elas sejam as vencedoras das licitações.
Cesar, da Copel, criticou a exigência da exploração da rede por terceiros. Ele entende que isso irá encarecer o serviço, pois a distribuidora precisará ser remunerada pela rede. O executivo reclama que no caso das redes de telefonia e de cabo as próprias concessionárias exploram diretamente o serviço. Na sua opinião, a exploração por terceiros tira competitividade do PLC. "Em nenhuma parte do mundo é assim", reclamou.

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O assunto foi debatido durante a décima edição do seminário Powerline Communications, realizado nesta quarta-feira, 11, no Rio de Janeiro.

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