Linhas fixas da GVT ganharão mobilidade

A GVT não tem nenhuma plataforma móvel, mas isso não significa que a empresa não vá explorar a mobilidade. Mais que isso: a operadora está planejando um arrojado projeto de convergência fixo-móvel, algo que já foi muito discutido no passado, mas que há alguns anos é assunto praticamente esquecido pelas grandes operadoras.

A estratégia da GVT tem dois componentes. O primeiro é um aplicativo para smartphones do Vono, serviço de voz sobre IP da tele. A ideia é que os usuários do Vono possam utilizar suas linhas a partir de smartphones conectados à Internet (seja por Wi-Fi ou 3G).

Mas a principal inovação da GVT, programada para ser lançada no primeiro semestre do ano que vem, permitirá que o número da linha fixa do assinante GVT seja "transferido" para o celular do usuário, por meio de um aplicativo. Toda vez que ativar o aplicativo, o usuário poderá optar para que as chamadas de sua linha fixa tradicional GVT sejam roteadas, via IP, para o handset do usuário, desde que o aparelho esteja online, ou seja, com acesso à rede de dados da operadora ou a uma rede Wi-Fi. As chamadas para o número fixo são automaticamente transferidas, por IP, para o handset, que também permitirá aos usuários fazerem chamadas a partir de seu número fixo usando o aparelho celular (desde que conectado à banda larga).

Segundo Ricardo Sanfelice, diretor de marketing e produtos da GVT, esse serviço só é possível porque a operadora está mudando o core da sua rede para um core IMS (IP Multimedia Subsystem). Com isso, será possível a oferta de serviços avançados que envolvam também a rede de telefonia fixa comutada. Hoje a GVT tem cerca de 2 milhões de assinantes de banda larga, 2,2 milhões de clientes de voz e 350 mil assinantes de TV paga.

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