Clearwire diz que modelo brasileiro para 2,5 GHz não permite crescimento

O vice-presidente de ecossistema e standard global da Clearwire, Ali Tabassi, comentou a nova destinação proposta pela Anatel à faixa de 2,5 GHz. Para ele, a proposta da Anatel impede o crescimento da operação de WiMAX. "50 MHz é bom para o começo, mas não dá oportunidade para crescer", diz ele lembrando que o espectro destinado ao MMDS pode ser ainda menor considerando a necessidade de uma banda de guarda de 5 MHz de cada lado. Tabassi também lembra que no modelo proposto caberia apenas uma operadora de WiMAX, ou duas com apenas 25 MHz cada. Em Portland nos EUA, a Clearwire iniciou a operação com 30 MHz, mas tem espaço para crescer até 120 MHz.
Outra crítica do executivo é com relação à proibição dos interessados em WiMAX de usar a tecnologia com mobilidade. O executivo afirma que o órgão regulador precisa "criar igualdade e não desigualdade", e pergunta: "por que o FDD é móvel e o TDD não é?", pergunta ele. Na verdade, a faixa FDD (das pontas do espectro) é móvel porque será destinada ao SMP, enquanto que o TDD (centro da faixa) é fixo porque ficou destinado ao SCM e ao MMDS. No edital de venda das novas faixas em 2,5 GHz, a Anatel poderá permitir a mobilidade na faixa de 2,5 GHz também para os blocos TDD, embora isso seja pouco provável uma vez que o debate em torno do assunto ainda está cru na agência.

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