Varredura nas linhas do STF mostra que não houve grampo

O presidente do Superior Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, ordenou ainda na noite de quinta-feira, 10, uma varredura completa em todas as linhas telefônicas de seu gabinete no Tribunal para averiguar a existência de grampos supostamente feitos pela Polícia Federal. Resultado: nada foi encontrado.
A varredura e o resultado foram confirmados pela assessoria do STF.
Segundo noticiou nesta sexta o jornal Folha de S.Paulo, o ministro Gilmar Mendes teria sido avisado por uma desembargadora do TRF de São Paulo de que a PF monitorou seu gabinete no STF a pedido do juiz federal Fausto Martin De Sanctis. Mendes teria, ainda segundo o jornal, confirmado a informação de que a PF tinha um vídeo, com imagens gravadas no Supremo, em que assessores da presidência conversam com advogados de Daniel Dantas.

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Informação inverídica

Em nota divulgada na tarde desta sexta, o juiz da 6ª Vara Federal Criminal, Fausto Martin De Sanctis, já havia desmentido a notícia de que teria autorizado o monitoramento.
"A informação veiculada, totalmente inverídica, somente serviu para, mais uma vez, tentar desqualificar as ações da Justiça Federal, notadamente, deste magistrado, que tenta cumprir sua função pública de maneira equilibrada, ponderada e pautada pelos princípios norteadores do legítimo estado de direito", alega De Sanctis.
A nota informa ainda que nesta mesma sexta-feira o delegado da Polícia Federal encarregado da Operação Satiagraha, Protógenes Queiroz, esteve com o juiz De Sanctis e negou ter monitorado a presidência do STF, alegando ainda que todos os dados levados ao juiz federal "originam-se apenas de monitoramento (telemático e telefônico) dos investigados, com a devida autorização judicial".

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