AWS aposta no 5G para ampliação da demanda de cloud pelas operadoras

Adolfo Hernandez, VP global de Telcos da AWS

O 5G promete trazer as empresas de cloud para dentro do universo das telecomunicações, e a AWS já deu um primeiro passo nesse sentido no Brasil. Recentemente, a empresa anunciou testes e a validação de um modelo de operação de core de rede em nuvem com a Vivo. Segundo Adolfo Hernandez, vice-presidente global para o segmento de telcos da empresa, o processo de virtualização das operações de operadoras de telecomunicações não é algo exclusivo do 5G nem algo novo, mas tende a se intensificar com a nova geração de banda larga móvel e, sobretudo, com os novos serviços. "As operadoras precisarão escalar as suas operações em nuvem para um outro patamar, não apenas se preparar para momentos de pico específicos.

Será necessário transformar as operações de TI das empresas de telecomunicações", diz ele. Para o executivo da AWS, a terceirização da estrutura de nuvem faz muito mais sentido do que manter uma estrutura própria. "É preciso agregar funcionalidades de inteligência artificial e análise de dados. Vai ser preciso acelerar a introdução de outros serviços, e trabalhar no modelo de APIs para o desenvolvimento de novos serviços. Isso já é feito em várias indústrias e esse know-how pode ser transferido para as empresas de telecomunicações".

Ele lembra ainda que a baixa latência e a capacidade da rede de oferecer serviços segmentados (slicing) são essenciais para o 5G, e isso exige que os datacenters fiquem mais perto da rede de acesso. Diante desse desafio, a AWS criou o modelo dos Outposts, que são pequenos servidores totalmente integrados à nuvem da empresa que ficam instalados dentro da estrutura das operadoras, eventualmente dentro de uma ERB. Esse foi o modelo testado pela Vivo.

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A AWS diz que pretende também oferecer serviços, e não apenas a nuvem, para as operadoras de telecomunicações, mas não pretende desenvolver estes serviços sozinha. Hoje a empresa já trabalha com parceiros tradicionais do desenvolvimento de tecnologias de telecom, como Nokia, Amdocs e Mavenir, por exemplo, no desenvolvimento de aplicações.

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