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Operadoras fazem suas apostas sobre as possibilidades do 5G

Painel do Tela Viva Móvel 2021 com Claro, Oi, Vivo e TIM

[Publicado no Mobile Time] Como as operadoras poderão gerar mais valor e receita com o 5G? A banca de apostas está girando e as possibilidades que a tecnologia proporciona são inúmeras, mas também ainda um mistério. Para Renato Ciuchini, vice-presidente de estratégia e transformação da TIM, a maior incógnita atual para o mercado de telecomunicações é como transformar o upgrade tecnológico em receitas adicionais.

“É isso que não está claro para ninguém. Talvez o modelo de plataforma de clientes, que pega participação societária seja um caminho, mas não está claro. Essa é a grande dor de cabeça de todos os executivos de telecom hoje”, disse durante o Tela Viva Móvel 2021, evento virtual promovido por Mobile Time nesta terça-feira, 11.

Pensando em um modo mais prático, Rodrigo Gruner, diretor de inovação e serviços digitais da Vivo, citou a amplificação das realidades virtual e aumentada, a Internet das Coisas expandindo de forma massificada e alta velocidade, sentida em especial nas casas com a banda larga fixa.

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“Acredito que a gente não tenha ainda clareza dos casos de uso e soluções vencedoras daqui a três ou quatro anos, quando o 5G estiver mais maduro”, disse o executivo da Vivo. “Vai depender da criação coletiva do mercado nos próximos anos. Tem muita coisa para acontecer que a gente não sabe”, completou Gruner.

Para Roberto Guenzburger, diretor de marketing da Oi, não cabe às operadoras entender ou prever qual será o “killer app” da tecnologia móvel de quinta geração, mas, sim, dar infraestrutura para que pessoas construíam soluções que vão se servir do 5G. Mas faz sua aposta: “O 5G vai transformar as aplicações que precisam de baixa latência. Mais do que a velocidade e a capacidade de transmissão de dados”, resume.

Fábio Maeda, diretor de serviços digitais e inovação móvel da Claro vislumbra duas possibilidades para as operadoras gerarem mais valor e mais renda com o 5G: o cloud game, aproveitando a baixa latência, e o conteúdo ao vivo, com transmissão e a interatividade. “É preciso uma bola de cristal para decifrar isso. Mas o game veio para ficar e se intensificou na pandemia. E o outro é o conteúdo ao vivo. Na transmissão teremos um upload muito alto – e um exemplo foi a nossa transmissão da Stock Car usando o 5G –, com o usuário assistindo de maneira mais interativa, com câmeras 360, podendo escolher a câmera e girar para todas as direções”, explicou Maeda.

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