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Carteira digital única das teles não está descartada, mas traz desafios

Foto: Pixabay

O lançamento de novos serviços financeiros por parte de operadoras de telecom não fechou as portas para a criação de uma carteira digital única entre as principais empresas do mercado, ainda que o projeto seja considerado desafiador.

O tema foi debatido por Claro, Oi, TIM e Vivo nesta terça-feira, 11, durante a vigésima edição do Tela Viva Móvel. Principal defensora da ideia de uma carteira digital unificada entre as teles, a TIM questionou a viabilidade financeira de abordagens isoladas de operadoras no meio de pagamentos.

“O modelo que está aí com a pulverização de carteiras não é sustentável”, afirmou o vice-presidente de estratégia e transformação da TIM, Renato Ciuchini. Segundo o executivo, diante do massivo investimento realizado pelas principais fintechs brasileiras, a competição por parte de uma única operadora exigiria muitos recursos.

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“Por isso caminhamos para esse processo de associação”, prosseguiu Ciuchini, também defendendo uma abordagem do gênero para o segmento de publicidade digital. No caso da TIM, a unificação liberaria investimentos para áreas prioritárias, como 5G, a integração da Oi e a FiberCo.

Em aberto

Pelo lado da Vivo, o diretor de inovação e serviços digitais, Rodrigo Gruner, afirmou que o lançamento de serviços financeiros como o Vivo Pay “não elimina” a possibilidade de uma carteira unificada das teles.

“Se futuramente existir possibilidade de negociação em conjunto entre as operadoras para jogar nesse mercado e monetizar de forma mais relevante, isso está aberto”. Enquanto isso, o objetivo com a carteira digital lançada em abril estaria bem delineado.

“O raciocínio é complementar nossa visão de se tornar um hub de serviços digitais. Não se trata de competir com grandes bancos ou fintechs que já valem bilhões. No próprio Vivo Pay, hoje o nosso principal foco é o pré-pago que tem dificuldade de fazer recarga de forma digital e simples”, apontou Gruner.

O profissional também pontuou que integrações do meio de pagamentos a outros canais digitais da Vivo são os próximos passos. Vale lembrar que a ferramenta lançada pela empresa está disponível também para clientes de operadoras concorrentes.

Desafios

Diretor de marketing da Oi, Roberto Guenzburger concordou com o racional de abordagens unificadas para publicidade digital e mesmo pagamentos. Por outro lado, afirmou que a empresa tem plano de manter o Oi Conta Zap (com atendimento via WhatsApp) mesmo com a venda das operações móveis.

Guenzburger também citou desafios técnicos e até mesmo regulatórios que existiriam no caso de uma plataforma comum entre as operadoras. “Seria bem complexo, pois cada um tem seus projetos e limitações“.

Já o diretor de serviços digitais e inovação móvel da Claro, Fábio Maeda, apontou que uma colaboração no segmento não é inédita, tendo ocorrido no caso do RCS. A empresa também reportou uma performance satisfatória para o Claro Pay desde o seu lançamento. “Estamos crescendo em um volume grande, como era de se esperar”, afirmou.

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