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BID aponta que brasileiro está mais digitalizado na pandemia, mas ainda há barreiras

Apresentado em coletiva de imprensa com a Anatel nesta terça-feira, 11, o relatório do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) mostra que, embora haja um avanço na conectividade, especialmente por celular, os aspectos sócio-econômicos e demográficos continuam a ser as principais barreiras para a digitalização no País. 

O estudo, chamado de “Transformação digital dos governos brasileiros: Satisfação dos cidadãos com os serviços públicos digitais” (clique aqui para conferir na íntegra), afirma que a maioria dos cidadãos brasileiros (86%) se sente adaptada ao mundo digital e está conectada – seja pela banda larga fixa com WiFi (87%), seja pelo celular (95%). 

A Internet fixa tem maior penetração no Sul (91%) e no Sudeste (90%), enquanto as regiões Norte e Nordeste empatam com menor presença da conexão (84%). Ou seja: 13% dos entrevistados não têm acesso por banda larga residencial.

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O principal motivo para não ter conexão no domicílio é o alto custo, razão apontada por 30% dos entrevistados. Contudo, o relatório não mostra outras justificativas apontadas.

O estudo afirma que isso afeta especialmente a população de 60 anos ou mais (25%), com menor renda (22%) e menos escolarização (27% para quem tem até o ensino fundamental), além residentes de cidades do interior (15%). 

Celular

Mesmo por celular, a conectividade ainda é um desafio. Não há acesso à Internet móvel para 14% dos entrevistados acima de 60 anos; 11% para os que tem ensino fundamental; e 9% das pessoas com renda de até dois salários mínimos. As regiões Nordeste e Centro-Oeste são as com maior quantidade de pessoas sem acesso móvel (6% em ambos os casos).

Pandemia

A premissa do relatório é de destacar a importância das TICs durante a crise de saúde e econômica da pandemia da covid-19, e como o processo de digitalização foi encarado pelos cidadãos e pela administração pública. A pesquisa diz que 70% dos brasileiros se adaptaram “sem grandes problemas à nova rotina”. 

Mas essa adaptação era a realidade para 71% dos jovens entre 16 e 24 anos. Para quem tem mais de 60 anos, o percentual cai para 21%. Da mesma forma, a escolaridade influi: 61% com ensino superior se adaptaram, caindo para 27% dos que tem até ensino fundamental. 

A renda é, naturalmente, outro fator: não houve adaptação para 8% de quem tem até dois salários mínimos. Outros 11% afirmaram que conseguiram se adaptar “com muita dificuldade”. 

Indicadores sócio-econômicos para níveis de adaptação à digitalização. Fonte: BID

Metodologia

O documento foi elaborado com pesquisa entre outubro e dezembro do ano passado, com 13.250 entrevistados acima de 16 anos e em todo o território nacional.  O intervalo de confiança é estimado em 95%, e a margem de erro máxima seria de 1 ponto percentual para mais ou para menos. 

Este é o segundo de uma série de quatro relatórios do BID focado na transformação digital dos governos brasileiros – o primeiro foi publicado em janeiro deste ano.

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