Feninfra volta a defender desoneração da folha como medida permanente

Vivien Mello Suruagy, presidente da Feninfra

A presidente da Federação Nacional de Call Center, Instalação e Manutenção de Infraestrutura de Redes de Telecomunicações e de Informática (Feninfra), Vivien Mello Suruagy, entende que a desoneração da folha é um grande instrumento para manter empregos, por isso, voltou a defender que a medida seja definitiva.

"O ideal é que a desoneração da folha faça parte da Reforma Tributária em debate no Congresso Nacional. Se não for possível, que seja por meio de um Projeto de Lei específico para garantir sua perenidade", afirma a dirigente. Para Vivien Suruagy, discutir o assunto a cada dois anos pode proporcionar insegurança jurídica e colocar em risco investimentos de longo prazo.

"É preciso lembrar que as empresas de telecomunicações estão investindo em projetos de inclusão digital, sobretudo no campo e em regiões pouco assistidas nas cidades. A Prefeitura de São Paulo, por exemplo, regulamentou a Lei das Antenas, que vai melhorar o acesso à internet na cidade, sobretudo em regiões pouco assistidas. Serão necessários investimentos de longo prazo por parte das empresas, o que exige planejamento", diz a presidente da Feninfra.

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A desoneração da folha é um mecanismo que permite às empresas dos setores beneficiados pagarem alíquotas de 1% a 4,5% sobre a receita bruta, em vez de 20% sobre a folha de salários.

Suruagy se encontrará com o presidente da República Jair Bolsonaro na próxima terça-feira, 15, para discutir a sanção do Projeto de Lei no final de 2021 que prorrogou, por dois anos, a desoneração da folha de pagamento dos salários. Junto com a executiva Feninfra, outras lideranças empresariais estarão na reunião no Palácio do Planalto, para defender que a desoneração seja definitiva para que possa continuar a trazer benefícios para a sociedade brasileira, em especial a geração de empregos e investimentos que, no caso das telecomunicações, proporcionará maior inclusão digital.

Investimentos no 5G

Suruagy lembra que também há grandes investimentos das empresas para a implantação do 5G no Brasil. Ela destaca que o setor de telecomunicações está investindo em treinamento de mão-de-obra qualificada para suprir as necessidades do mercado. "Quanto mais estabilidade, melhor para o ambiente de negócios e para o crescimento dos empregos", ressalta.

Os setores alcançados pela medida são: call center, comunicação, confecção/vestuário, calçados construção civil, empresas de construção e obras de infraestrutura, couro, fabricação de veículos e carroçarias, máquinas e equipamentos, proteína animal, têxtil, TI (tecnologia da informação), TIC (tecnologia de comunicação), projeto de circuitos integrados, transporte metroferroviário de passageiros, transporte rodoviário coletivo e transporte rodoviário de cargas.

"Esses setores desonerados vão gerar até 970 mil postos de trabalho, o que é uma grande notícia para um país com altos índices de desemprego. Não podemos, a cada dois anos, colocar os empregos em risco, caso a desoneração seja suspensa posteriormente. O correto é uma solução definitiva", ratifica a representante da Feninfra.

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