Seaborn busca diversificação de receitas no mercado corporativo

Atravessando nos EUA um processo de recuperação judicial das subsidiárias responsáveis pelo cabo submarino Seabras-1, a Seaborn já tem uma estratégia para incrementar a rentabilidade de sua rota entre Brasil e EUA. No momento, a empresa está ampliando o mercado de atuação visando clientes corporativos, com comercialização fracionada de velocidades.

Segundo o diretor de negócios no Brasil, Marcos Martin Costa, melhorias na rede e troca de fornecedores permitiram que a opção fosse colocada em prática. "Estamos ampliando nosso 'addressable market' e conseguindo vender velocidades mais baixas. Até o ano passado eu não conseguia oferecer 10 Mbps para um cliente corporativo que queria ligar em Nova York ou Dallas, era preciso matar um circuito de 1 Gbps. Hoje já é possível".

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Segundo Costa, no segmento em questão não há tanta corrosão nos preços, ao contrário da vertical de atacado, na qual os valores de grandes bandas estariam caindo em um "ritmo mais rápido do que o esperado" por conta da grande oferta no mercado. "Talvez chegue em um nível que para baixo não compensa mais queimar um circuito de 100 Gbps por esse preço", reconheceu o executivo.

Outra alternativa de diversificação buscada pela empresa é a celebração de parcerias, incluindo acordo comercial para oferta de IP em países da América do Sul (Argentina, Chile, Colômbia e Peru) através de parceiros e a conexão com pontos de troca de tráfego (PTTs) dos EUA e Europa.

Sobre o processo de recuperação judicial, Costa reafirma que não houve impacto sobre a prestação de serviços, investimentos ou na confiabilidade da operação, que não teria perdido nenhum cliente desde então. Segundo o executivo, a intenção é a conclusão do processo de reestruturação de débitos na justiça de Nova York no segundo semestre.

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