Brasil fica abaixo da média dos países da OECD em penetração da banda larga

A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OECD) apresentou nesta segunda-feira, 11, durante conferência em Paris, novos dados sobre a penetração da transformação digital nos países que compõem a entidade, além de outras nações que não fazem parte, como o Brasil. Ainda que com dados em grande parte desatualizados, os índices brasileiros ficaram quase todos abaixo da média dos países da organização, incluindo em termos de acesso à banda larga. Um infográfico e os relatórios completos "Measuring the Digital Transformation: A roadmap for the future" e "Going Digital: Shaping Policies, Improving Lives" podem ser acessados clicando aqui.

Na penetração da banda larga móvel, o Brasil encerrou 2017 com 90,2% de acessos 3G/4G por cada grupo de 100 habitantes, o que o deixou com nota 55, abaixo da média dos países da OECD, que é de 63. Em penetração da banda larga fixa, porém, a nota do País fica bem mais abaixo: 29, contra uma média de 64. A entidade indica que a penetração do serviço no mercado brasileiro em 2017 era de 13,7%, contra 30,2% na média dos países da organização.

O acesso à banda larga em geral no Brasil teve nota 44, contra uma média de 86 entre os 31 países da OECD. A penetração era de 43,8%, contra uma média de 85,5%. Porém, a pesquisa compara os dados brasileiros de 2016 com a média mundial de 2018. Considerando a banda larga acima de 30 Mbps e penetração de M2M, a entidade não estabeleceu notas para o País.

Usuários de Internet

Na faixa de 55 a 74 anos que acessaram pelo menos uma vez em três meses, o Brasil obteve penetração de 40,4% (nota 42), contra média de 65,3% (nota 67).  A porcentagem de brasileiros de baixa renda com acesso à Internet em 2016 foi de 37,7% (nota 39), contra uma média de 72,5% (nota 75) entre os 26 países da OECD.

Já no recorte de pessoas que executaram algum tipo de transação financeira pela Internet, como um acesso a pagamento eletrônico ou compra em lojas virtuais, o Brasil teve uma penetração de 40,5%, embora a nota seja referente ao ano de 2016, quando obteve 59. O ranking da OECD é referente a 2018 e tem média de 87.

No ranking de uso de governo eletrônico, o Brasil novamente apresentou nota mais baixo (24) do que a média (62), mas também utilizando dados de 2016 para o mercado brasileiro. A penetração foi 24,2%, contra a média de 56,8% da OECD.

Curiosamente, no comparativo de inovação, subitem de startups, o Brasil ficou acima da média mesmo com dados mais antigos. Obteve nota 79 com dados de 2014, contra média de 61 em 2016. Em número de patentes, contudo, o Brasil ficou entre as últimas posições, com placar de 18 contra a média de 59, ambos considerando o período de 2013 a 2016. No quesito de confiança, a OECD não continha dados a respeito do Brasil.

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