Nextel Brasil fecha 2014 com prejuízo de US$ 133,7 milhões

Com a controladora Nii Holdings ainda enfrentando dificuldades, a Nextel Brasil registrou um 2014 com prejuízo e quedas em receita, embora tenha aumentado significativamente a base 3G e 4G nos 12 meses, segundo o balanço financeiro da companhia divulgado na noite da terça-feira, 10. A empresa fechou o ano com um prejuízo de US$ 133,7 milhões, ante um lucro de US$ 311,1 milhões em 2013. Isolado, o último trimestre mostrou prejuízo de US$ 49,3 milhões, contra um lucro de US$ 3,6 milhões em igual período do ano anterior.

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A companhia encerrou 2014 com receita operacional de US$ 1,849 bilhão, recuo de 16,26% no comparativo anual. No quarto trimestre, a queda foi de 14,05%, totalizando US$ 432 milhões no período. A receita média por usuário (ARPU) foi de US$ 30 no ano, 25% menor do que em 2013. No trimestre, a ARPU ficou em US$ 27, uma queda de 20,59% no comparativo anual.

O ponto positivo para a Nextel foi o aumento da base 3G/4G em quase cinco vezes em um ano, fechando 2014 com 1,672 milhão de usuários. Enquanto isso, a base iDEN perdeu 537,1 mil acessos, totalizando em dezembro 2,669 milhões de conexões. Com isso, a base total da operadora no Brasil até dezembro era de 4,341 milhões de linhas, um aumento de 9,68%, e total de 383,3 mil adições líquidas.

Segundo a empresa, houve 414 mil migrações do iDEN para o WCDMA/LTE. Vale notar, entretanto, o crescimento do churn no 3G de 0,95% para 2,55%, reflexo do aumento total da base. Já o churn no iDEN permaneceu praticamente igual, fechando o ano em 2,72%. Em geral, o churn da operadora no País ficou em 2,55%, 0,9 ponto percentual abaixo de 2013.

Holding

A receita da Nii caiu 21,71%, totalizando US$ 3,688 bilhões no ano. No trimestre, a queda foi de 19,7%, total de US$ 1,064 bilhão. Já o prejuízo operacional diminuiu cerca de US$ 100 milhões (-16,03%), totalizando US$ 520,1 milhões no ano. No trimestre, o prejuízo foi de US$ 124,6 milhões, redução de 30,24%.

O prejuízo líquido acumulado, no entanto, foi 18,68% maior: US$ 1,957 bilhão. No trimestre, ele apresentou recuo de 30,96%, fechando dezembro com US$ 514,9 milhões.

A companhia ressalta que, com 129 mil adições líquidas, o quarto trimestre foi a primeira vez que conseguiu crescimento de base desde o segundo trimestre de 2013. Esse desempenho foi em boa parte resultado do aumento da base 3G no Brasil, já que no México ainda houve perda, com 57,3 mil desconexões; e na Argentina o aumento de 5 mil adições líquidas foi incipiente. No consolidado, ainda houve perda de base de 61,4 mil acessos, mas menor do que as 257,9 mil desconexões em 2013.

No entanto, o CEO da Nii Holdings, Steve Shindler, reconheceu que ainda é preciso mais esforço. "Nosso quarto trimestre operacional e resultados financeiros estão começando a mostrar melhora, apesar de ainda ter ficado longe de nossas metas", disse no comunicado. Ele diz ser um ponto de inflexão nos negócios e "um passo significativo à frente em nossos esforços para retomar o crescimento de receita e, finalmente, a lucratividade".

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