40% das residências nos EUA assinam serviços de vídeo OTT, aponta Nielsen

De acordo com o relatório Total Audience Report da Nielsen, publicado nessa semana com dados do consumo de vídeo nos Estados Unidos no último trimestre de 2014, 40% das residências americanas assinam algum tipo de serviço de vídeo sob demanda por meio de redes banda larga, over-the-top (OTT), também conhecidos como subscription video-on-demand (SVOD). O Netflix é o serviço mais adotado, presente em 36% das residências, seguido por Amazon Prime (13%) e Hulu (6,5%).

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Em comparação com o mesmo período de 2013, os valores mostram um crescimento de 36% na adoção de serviços SVOD. No mesmo período, o estudo aponta uma diminuição no tempo médio gastos por adultos assistindo TV diariamente, de 5 horas e 4 minutos em 2013 para 4 horas e 51 minutos em 2014.

O estudo avalia que ainda há grande espaço para o SVOD expandir, considerando que 35% das residências possuem banda larga e não assinam nenhum serviço.

Entre as casas com serviço de SVOD, 25% dos proprietários tem menos de 35 anos e 45% das famílias tem filhos. Já nas residências com banda larga e sem SVOD, a porcentagem de proprietários com menos de 35 anos cai para 10% e a de famílias com filhos para 27%.

Crescimento rápido

A Digitalsmith, empresa de pesquisa adquirida pela TiVO no ano passado, publicou seu relatório trimestral sobre tendências de consumo de vídeo. Diferente do estudo da Nielsen, a pesquisa traz dados tambem do Canadá, e inclui apenas assinantes de TV por assinatura em sua mostra de 3 mil entrevistados.

O estudo aponta que 25% dos assinantes baixaram os aplicativos de TV Everywhere das suas operadoras, mas que apenas metade deles utiliza a plataforma regularmente.

Em comparação com o quarto trimestre de 2013, a utilização dos serviços VOD das operadoras cresceu em 3,4%. O ritmo de crescimento, no entanto, ainda fica abaixo do apresentado pelos serviços SVOD independentes, que cresceram 8%.

O estudo aponta também que a grande maioria dos assinantes de serviços de TV paga nos dois países (78%) não assiste mais que dez canais de todo o line-up e 31,8% dos entrevistados disse achar exagerada a quantidade de canais. O relatório do estudo sugere que os custos envolvidos em oferecer uma quantidade grande de canais que são pouco assistidos pode tornar o serviço menos competitivo.

Entre os entrevistados, 4,2% revelaram ter intenção de cancelar o serviço de TV paga nos próximos meses.

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