Governo inaugura ponto Wi-Fi em comunidade quilombola remanejadas pela Base de Alcântara

O Ministério das Comunicações instalou na Agrovila Pepital, comunidade quilombola localizada nos arredores da Base de Lançamento de Foguetes em Alcântara (MA), um ponto de internet do programa Wi-Fi Brasil. O serviço foi disponibilizado à população nesta quinta-feira, 11. Atualmente, a Agrovila Pepital reúne 110 famílias e cerca de 460 habitantes.

O local escolhido para a instalação do ponto abriga comunidades que viviam próximas a onde hoje está instalada a Base de Alcântara, e que tiveram de ser realocadas para a construção da estrutura de lançamento, posicionada estrategicamente próxima à linha do Equador.

Também nesta quinta-feira, o presidente Jair Bolsonaro para entregar 120 títulos de propriedade para as comunidades em Alcântara, sendo 59 rurais e 61 residenciais. O governo afirma que esse "remanejamento" ocorreu ainda na década de 80, quando a base começou a ser construída. Há ainda uma área maior (que permitiria a ampliação para lançamentos de foguetes de maior porte) da comunidade quilombola no entorno do centro espacial que estaria ainda sendo disputada pelo governo.

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Conexão do SGDC

A conexão é oferecida pelo Satélite Geoestacionário de Defesa e Telecomunicações (SGDC) e instalada pela estatal Telebras em parceria com a Viasat no programa Gesac. A estrutura do ponto inclui uma antena direcionada para o satélite e roteador de alta capacidade, com um raio de alcance de 200 metros, que oferece internet de 20 Mbps a 80 usuários simultâneos. No Maranhão, 1.496 antenas já foram instaladas no âmbito do programa Wi-Fi Brasil, sendo 1.280 em escolas.

Segundo o Ministério das Comunicações, atualmente, há cerca de 13 mil pontos do programa espalhados por quase 2.900 cidades brasileiras. Os equipamentos públicos mais atendidos são as escolas, onde estão instaladas mais de 9.600 antenas, especialmente em regiões rurais, além de postos de saúde, com 1.200 unidades. O programa atende também aldeias indígenas, quilombos, telecentros, postos de fronteira, entre outras estruturas. (Colaborou Bruno do Amaral)

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