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Sem interesse da AT&T, América Móvil ainda não tem definição para ativos no México

Ainda às voltas com as reformas regulatórias no México, a América Móvil (AMX) tem como estratégia o desinvestimento de ativos naquele país, o que vai permitir que o grupo deixe de ser um player preponderante. No entanto, a entrada de um novo concorrente no mercado mexicano, a norte-americana AT&T, por meio da aquisição da Iusacell e da Nextel, pode mudar esse cenário. "O que vai acontecer é que todo mundo vai investir mais e todo mundo terá que ter melhores redes e custos (mais eficientes)", disse o CEO da AMX, Daniel Raaj, em teleconferência para investidores na divulgação do balanço financeiro da empresa em 2014 nesta quarta, 11.

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Segundo Raaj, com a incorporação das duas operações móveis, a AT&T já será a segunda maior companhia do mercado mexicano em termos de receita, embora a Telefónica (com a Movistar) seja a segunda em número de acessos. "O que estamos vendo é que a Telcel (operadora da América Móvil) vai ter mais competição e teremos um competidor que vai investir mais, levando todo mundo a investir mais também", disse.

O problema é que os desinvestimentos dos ativos no México ainda não foram acertados, e a entrada da AT&T – antes tida como uma das potenciais compradoras, após ter se desfeito de sua participação na AMX em junho para não ter entraves na aquisição da DirecTV  – pode ter mudado o prospecto do grupo do bilionário Carlos Slim. Raaj confirma que o processo de venda de ativos, iniciado em julho do ano passado, ainda está em andamento. "Estamos vendo alternativas em como vamos desinvestir", diz, sem especificar se isso significa que a estratégia mudou, tampouco demonstrando se há interessados com alguma oferta concreta.

Outra medida para cumprir as exigências da autoridade regulatória mexicana, o Instituto Federal de Telecomunicações (Iftel), a venda do seu negócio de antenas tem um planejamento mais definido.  "Estamos bem avançados, vamos apresentar o spin-off em nosso encontro de acionistas para aprovação disso em abril, e acho que em maio ou junho poderá estar funcionando", declara Daniel Raaj. "A companhia será aberta, não terá nada a ver com a AMX, e o que farão é alugar torres e ter os próprios negócios", diz. A companhia tem cerca de 11 mil sites no México, mas, segundo ele, o mercado tem espaço suficiente para mais um player, que não deverá terá poder preponderante.

Para os Estados Unidos, a estratégia com a Tracfone, operadora móvel virtual (MVNO) especializada em acessos pré-pagos, continua a mesma, ao menos por enquanto. Raaj admite a possibilidade de vender a MVNO, mas diz que o foco atual é em aumentar o desempenho. "Estamos abertos a tudo, mas agora estamos focados no crescimento, ter um EBITDA bom e aumentar o mercado pré-pago nos EUA", diz. Isso exclui, ainda de acordo com o executivo, a possibilidade de construir a própria infraestrutura. "Isso custa muito, precisa ter frequências, não pensamos em fazer isso." Apesar da oferecer nova concorrência no México, a AT&T deverá continuar a ser a companhia a fornecer o tráfego no atacado para a Tracfone.

Resultado financeiro

A receita total da América Móvil aumentou 2,7% no último trimestre de 2014, totalizando 229,304 bilhões de pesos (US$ 15,1 bilhões). No ano, o aumento foi de 2,9%, total de 883,832 bilhões de pesos (US$ 58,4 bilhões).

O lucro operacional caiu 11,2%, totalizando 33,630 bilhões de pesos (US$ 2,22 bilhões) no trimestre. No ano, a queda foi de 5,2%, total de 152,343 bilhões de pesos (US$ 10,1 bilhões). O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (EBTIDA) ficou em 67,667 bilhões de pesos (US$ 4,47 bilhões, queda de 0,7%) e 279,213 bilhões de pesos (US$ 18,4 bilhões, aumento de 0,9%) no trimestre e no ano, respectivamente.

A companhia registrou uma queda de 77,8% no lucro líquido, totalizando 3,612 bilhões de pesos mexicanos (US$ 238 milhões) no trimestre. No ano, o recuo foi de 37,3%, total de 47,182 bilhões de pesos (US$ 3,12 bilhões). A justificativa para isso foi, além da desvalorização de moedas como o peso e o real, o declínio no lucro operacional e o aumento nos custos – foram 27,8 bilhões de pesos (US$ 1,84 bilhão), 42,3% mais do que no ano anterior. A dívida líquida da companhia fechou 2014 em 533,4 bilhões de pesos, equivalentes a US$ 41,247 bilhões.

Operacional

O grupo terminou 2014 com um total de 368 milhões de acessos, 8,4% a mais do que o ano anterior, graças à consolidação da Telekom Austria. Isso está dividido em 289,4 milhões de acessos móveis, 34,2 milhões de linhas de telefonia fixa, 22,6 milhões de banda larga e 21,5 milhões de TV paga. A maior operação da companhia é o Brasil, com 107,2 milhões de acessos, aumento de 5,7% em relação a 2013. No entanto, em termos de receita, o País é o segundo (US$ 3,234 bilhões no trimestre), atrás do México (US$ 4,816 bilhões).

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