Abert diz que ainda é cedo para dizer se desligamento da TV analógica vai dar certo

Para o presidente da Abert, Daniel Slaviero, ainda é cedo para dizer se será possível assegurar o desligamento da TV analógica dentro dos prazos estabelecidos no processo de licitação da faixa de 700 MHz e na regulamentação da Tv digital. "O que podemos dizer é que as primeiras reuniões do GIRED (grupo de implantação da TV digital) têm sido duras, mas muito pragmáticas, e há um grande compromisso de todos para que o processo funcione, mas não dá para dizer agora se vai dar tempo", disse Slaviero durante o Seminário Políticas de (tele)Comunicações, organizado pela TELETIME e pelo Centro de Estudos de Políticas de Comunicações da Universidade de Brasília. Slaviero também pediu que o processo se mantenha focado naquilo que está previsto no edital e na regulação. "Não é hora de perder foco em novas ideias e estratégias, pelo menos não no curto prazo, pois há prazos muito apertados a serem cumpridos", disse o presidente da Abert. Ele lembra que em 2016, quando devem ser desligados os sinais em Brasília, São Paulo e na cidade do Rio de Janeiro, há ainda o componente Jogos Olímpicos e o período de eleições municipais. "Entre abril e maio de 2016 vamos desligar o sinal analógico em 40% dos domicílios com TV, o que é muita coisa", prevê.

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Logística

Leila Loria, diretora executiva de estratégia regulatória da Telefônica/Vivo concorda com Slaviero que esse não é o momento de perder o foco em nada que não seja o cumprimento dos cronogramas previstos. "A EAD (Empresa de Administração da TV Digital) pode representar no futuro algumas oportunidades interessantes de novos negócios, mas agora o nosso foco é cumprir o cronograma", disse. Recentemente um consórcio formado por McKinsey, CPqD e Farncombe venceu a seleção para fazer o planejamento e estruturação operacional da EAD, que deve estar em operação até março, e atualmente as operadoras estão em processo de seleção dos executivos da empresa, incluindo o CEO. A EAD vai administrar um orçamento de R$ 3,6 bilhões e, segundo Leila Loria, será uma empresa de logística com forte caráter operacional, não uma empresa de atuação institucional. Para a executiva da Telefônica/Vivo, é grande a responsabilidade que a EAD terá de conseguir administrar todo o processo de digitalização. Segundo ela, em abril a EAD deve começar a abrir as RFPs para compra dos receptores e filtros.

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