Otimização de rede de sinalização aumenta em 30% vida de baterias, diz NSN

A popularização dos smartphones gera preocupação entres as operadoras móveis quanto à capacidade de suas redes de suportar a consequente explosão no tráfego de dados móveis. Para atacar o problema, a Nokia Siemens Networks montou uma iniciativa chamada Smart Labs, que consiste em cinco laboratórios espalhados pelo mundo onde a empresa simula uma rede comercial para realizar testes em parcerias com operadoras, fabricantes de aparelhos e desenvolvedores de aplicativos. Em visita ao Brasil esta semana, o diretor geral da Smart Labs, Timo Halonen, alerta para o aumento do uso das redes de sinalização, em razão de os celulares terem se tornado multitasking, e pelo uso maior de aplicações de mensagens instantâneas, redes sociais e push-mail. Do ponto de vista de tráfego, ele aponta o crescimento dos serviços de streaming de música e de online multiplayer gaming como os que irão demandar mais banda.
No que diz respeito à sinalização, o envio recorrente de sinais pelos smartphones, além de congestionar a rede, consome mais rapidamente a bateria dos aparelhos. O Skype, por exemplo, é visto como um vilão nesse caso, pois envia muitos sinais mesmo quando não está sendo efetivamente usado. Uma solução de software proposta pela Nokia Siemens para instalação nas redes de sinalização, chamada Cell-PCH, consegue aumentar em média 30% a duração de bateria dos smartphones, afirma Halonen. Mais de cem operadoras no mundo já adotaram esse serviço, dentre as quais as brasileiras Oi e TIM.
Os sistemas operacionais dos celulares têm performances diferentes no que tange a sinalização. Testes realizados no Smart Labs demonstram que o Nexus One, com Android, gera maior envio de sinais que o iPhone com iOS 4.1 ou o N8, com Symbian^3, comparando, obviamente, com o uso das mesmas aplicações.

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Tráfego
O aumento do consumo de tráfego pelos smartphones é outra fonte de preocupação para as teles. Segundo Halonen, serviços de vídeo, como YouTube, são os que mais demandam banda. E a próxima explosão virá de aplicações de streaming de música, que começam a ganhar força na Europa, e de online multiplayer gaming.
A saída para evitar o congestionamento é tornar a rede mais inteligente, adotando, por exemplo, mecanismos de QoS (Quality of Service), de preferência fim a fim, de forma a moldar melhor os planos e serviços oferecidos para os consumidores. A Nokia Siemens lançou uma oferta de QoS fim a fim ano passado que já foi adotada pela operadora finlandesa Elisa e que está sendo apresentada a operadoras em outros países.

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