Oi finaliza venda de torres só em 2023, mas DTH pode ficar para 2024

CEO da Oi, Rodrigo Abreu. Foto: Divulgação

Segundo o presidente da Oi, Rodrigo Abreu, a venda de mais dois ativos – a operação de DTH para a Sky e a das torres do serviço fixo para a Highline – continuam a movimentação. A expectativa, contudo, é que apenas em 2023, ou começo de 2024 a companhia consiga obter os recursos previstos com as duas transações.

O primeiro deve ser o contrato com a Highline. Abreu afirmou nesta quinta-feira, 10, em teleconferência de resultados do terceiro trimestre, que o acordo deve ser assinado "nos próximos dias" com a empresa. No momento, a Oi aguarda as aprovações regulatórias da Anatel e competitivas do Cade. A entrada de caixa de R$ 1,7 bilhão, contudo, acontecerá apenas no primeiro semestre do ano que vem. 

Apesar de ter sido anunciada antes, a venda da operação de DTH para a Sky levará mais tempo. De acordo com Abreu, um pré-protocolo da operação foi enviado ao Cade, mas um memorando de entendimento (MoU, na sigla em inglês) já está assinado entre as partes. "Esperamos o fechamento no segundo semestre de 2023", reiterou o executivo. 

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No relatório do balanço financeiro do trimestre, a Oi coloca essa previsão de forma mais conservadora. "A expectativa é de que a venda da base de TV DTH, que já tem o term sheet assinado com a Sky, seja concluída até o final de 2023 ou início de 2024, após as aprovações regulatórias", colocou a operadora. Ela diz ainda que, com os recursos da operação, "espera financiar o contrato oneroso de capacidade satelital, reduzindo assim o consumo operacional deste negócio". Este acordo é com a SES, e a proposta da Sky foi de R$ 786 milhões.

Atualmente, a base DTH da Oi conta com 815 mil acessos, uma redução de 20,9% no comparativo anual e de 4,3% comparado ao segundo trimestre de 2022. A receita líquida dessa operação no trimestre foi de R$ 304 milhões, uma redução de 14,4%. No ano, foi de R$ 947 milhões, recuo de 12%. 

RJ

O fim da recuperação judicial é outro prazo ainda em aberto, mas desta vez foge do controle da Oi. Rodrigo Abreu ressaltou que a operadora está cumprindo com o plano estratégico, incluindo o aditamento de 2020. "A decisão de encerrar a RJ na verdade é apenas do Juízo. Depende dele, e continuamos a esperar isso para breve, mas não controlamos isso", disse o executivo.

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