Oi tem queda nas receitas; prejuízo cresce no terceiro trimestre

Foto: Pixabay.com

A Oi voltou a apresentar no terceiro trimestre um resultado ainda fortemente impactado pelo desempenho do segmento corporativo e das tecnologias legadas. Mesmo já sendo mais da metade dos negócios da empresa no segmento residencial desde o último resultado, o crescimento da fibra ainda não conseguiu compensar totalmente as quedas nas demais frentes. Com isso, o prejuízo líquido quase dobrou, conforme apresentou a operadora no balanço financeiro divulgado na noite desta quarta-feira, 10.

A receita líquida da Oi no terceiro trimestre foi de R$ 4,520 bilhões, uma queda de 3,9% no comparativo anual. O acumulado dos nove meses também mostrou redução: 4,5%, totalizando R$ 13,362 bilhões.

Considerando apenas a "Nova Oi", a unidade que sobrará das vendas dos ativos Oi Móvel e InfraCo (V.tal), a receita também caiu, especialmente por conta do desempenho dos negócios corporativos. No total do trimestre, a empresa registrou R$ 2,223 bilhões, queda de 2,7%; enquanto no acumulado do ano foi de R$ 6,652 bilhões, recuo de 4,3%. 

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O segmento residencial (serviços fixos), contudo, mostrou aumento de 2,4% no trimestre, sendo a maior parte (49%) da receita da Nova Oi, com R$ 1,335 bilhão. De janeiro a setembro, o segmento somou R$ 3,953 bilhões, aumento de 2%. 

Considerando somente a fibra, a receita líquida totalizou R$ 751 milhões no terceiro trimestre, quase dobrando (96,4% de aumento) o resultado do mesmo período de 2020. No acumulado dos nove meses, a companhia já mostra um avanço de 136,4%, chegando a R$ 1,966 bilhão de receita. 

Por outro lado, o cobre mostrou recuo de 36,6%, totalizando R$ 583 milhões no período de julho a setembro. Considerando desde janeiro, a queda foi de 34,7%, total de R$ 1,987 bilhão – ainda maior do que a receita acumulada da fibra, mas muito próxima de ser superada.

O B2B é que trouxe a receita total para baixo ao apresentar recuo de 9,3% no trimestre, totalizando R$ 869 milhões. Em nove meses, a receita foi de R$ 2,630 bilhões, queda de 12,3%. Segundo a Oi, ainda há impacto da pandemia e da "instabilidade do cenário econômico no País", além de renegociações de contratos com "algumas empresas e governos" que levou a redução de preços.

Os serviços móveis e a operação de TV por satélite (DTH), já segregados como "operações descontinuadas", também apresentaram resultado combinado negativo, com queda de 5,2% no trimestre (total de R$ 2,240 bilhões) e de 5,1% no acumulado, total de R$ 6,540 bilhões.

Prejuízo maior

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (EBITDA) da Oi no trimestre foi de R$ 1,398 bilhão, queda de 5,9%. No acumulado do ano, contudo, há aumento de 6,2%, total de R$ 5,037 bilhões. A margem EBITDA caiu 0,6 ponto percentual, ficando em 30,9% no trimestre. No total de 2021, houve avanço de 3,8 p.p., encerrando o período de nove meses com 37,7%.

No final de setembro, a Oi havia investido R$ 1,825 bilhão no trimestre (queda de 9,6%) e R$ 5,584 bilhões nos nove meses (variação de 0,2%). Do total, R$ 1,302 bilhão foram para a fibra (queda de 6,3%) no trimestre, com total de R$ 3,946 bilhões no acumulado (avanço de 10,1%).

No trimestre, o fluxo de caixa operacional de rotina da empresa ficou negativo em R$ 365 milhões, reduzindo em 34,3% resultado do ano passado. No acumulado, também resultado negativo: R$ 1,701 bilhão, aumento de 39,2%.

Desta forma, a operadora encerrou o trimestre com ampliação de 86,5% no prejuízo líquido consolidado, totalizando R$ 4,811 bilhões. No acumulado do ano, entretanto, houve uma redução do prejuízo quase pela metade, ficando em R$ 6,714 bilhões. 

A dívida líquida da companhia aumentou em setembro, totalizando R$ 29,899 bilhões, contra R$ 25,695 bilhões em junho. A empresa justifica a desvalorização do real frente ao dólar, além de desembolsos de debêntures para empréstimo-ponte. 

Operacional

A Nova Oi encerrou setembro com 13,733 milhões de acessos, um recuo de 4,6%. Desses, 10,125 milhões eram de contratos residenciais, recuo de 4,6%. A fibra já assegura mais da metade da base de clientes da empresa, com 5,946 milhões de conexões, aumento de 81,5%. Por sua vez, o cobre caiu 43,1% e encerrou setembro com 4,179 milhões de acessos. 

A quantidade de casas conectadas (HCs) com fibra aumentou 79,3% no período, totalizando 2,975 milhões . A empresa ressalta que foram 326 mil novas HCs, das quais 298 mil no segmento residencial. A taxa de ocupação foi de 23,5%, mas a operadora tem objetivo de chegar a 25% ao final de 2024.

Os contratos de B2B caíram 4,2% e ficaram em 3,475 milhões de acessos. 

Na contramão, os acessos móveis aumentaram 11,4% e encerraram setembro com 40,702 milhões de unidades geradoras de receita. A base de DTH caiu 15,8%, e agora soma 1,030 milhão de contratos.

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