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Impacto da inflação pode levar PPPs à consolidação, diz Brisanet

Painel da Futurecom nesta quarta-feira, 10. Foto: Reprodução

O impacto da crise macroeconômica começa a trazer preocupações para as Prestadoras de Pequeno Porte (PPPs) como a Brisanet. A companhia, que recentemente fez IPO e na semana passada adquiriu blocos no leilão do 5G, vê nas consolidações um caminho para enfrentar a perda do poder aquisitivo do consumidor. 

O presidente da operadora, José Roberto Nogueira, fez o alerta durante debate pré-gravado (antes mesmo do leilão) na Futurecom e veiculado nesta quarta-feira, 10. “Estamos em um momento mais crítico, com inflação bem maior do que aparenta”, destaca ele, citando o impacto no consumidor final. 

Nogueira coloca que, apesar da inflação, não é possível repassar os custos para o cliente, aumentando o ticket médio. Segundo ele, o serviço de banda larga fixa da companhia mantém o mesmo valor de R$ 83 há 10 anos, mas aumentou a velocidade da conexão 10 vezes no período. A diferença é que, antes da crise econômica, quem crescia muito conseguia compensar com a escala da operação.

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Agora, o desafio é maior, argumenta o executivo da Brisanet. “Só a escala não é suficiente para compensar”, diz. Por isso, sugere que o processo de redução de competidores no mercado das PPPs pode ser a saída. “Se em 2022 continuar este mesmo cenário, então terá que ter um redesenho. A consolidação do mercado vai trazer ajuste e melhorias.”

Microconsolidação

É o entendimento do consultor João Moura, da Valuetec. Ele colocou durante o debate que o mercado tem passado por dois movimentos: um capitaneado por fundos de investimento “com bolsos profundos”, com empresas agora preocupadas em crescimento orgânico a partir das plataformas adquiridas; e outro com as fusões entre PPPs. 

“Tenho visto um movimento muito intenso de microconsolidações, com grupo de dez ou 12 empresas que começa antes de uma consolidação societária, mas passa por combinação de negócios de infraestrutura e de processos de operação em busca de sinergias, eficiência e, principalmente, upgrade de governança corporativa”, declara Moura. 

O ex-presidente da TelComp destaca que mesmo as empresas que recentemente abriram capital precisam ter em consideração essa possibilidade de fusões. “O mercado é muito dinâmico, e investidores precisam ter olhado apurado, muito frio e calculista, para tomar decisão de comprar ou ser comprado. Porque nem sempre ficar parado é o mais inteligente”, argumenta.

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