Teles podem ficar de fora do mercado de conteúdo móvel, alerta Ovum

O consumo de conteúdos em dispositivos móveis mudou. Com a proliferação de smartphones, cada vez mais baratos, e os milhares de aplicativos disponíveis para seus diferentes sistemas operacionais os usuários não dependem mais da curadoria das operadoras de telefonia móvel para consumir conteúdos e serviços.

O cenário é pano de fundo para um novo estudo da consultoria Ovum, The Future of Mobile Content and Apps in Emerging Markets, que alerta que o papel dominante das teles no provimento de serviços de valor adicionado provavelmente durará.

A consultoria sugere uma aproximação colaborativa entre operadoras e desenvolvedores e fabricantes de handsets em vez de alocar esforços investindo em lojas próprias de aplicativos e na construção de comunidades de desenvolvedores.

Para o principal analista de mercados emergentes da Ovum, Shiv Putcha, "a maior oportunidade para operadoras reside nos serviços de mobile entertainment", uma vez que "os altos custos envolvidos na compra de PCs, banda larga fixa e consoles de videogame levarão consumidores de mercados emergentes a optarem por dispositivos móveis como a tela primordial para entretenimento, criando uma oportunidade para as teles crescerem sua base de assinantes com oferta de novos serviços de conteúdo".

O desafio será encontrar modelos que se ajustem ao baixo poder aquisitivo dos consumidores e evitem a pirataria, principalmente em categorias como música. Segundo Putcha, estratégias de preço e conteúdo local podem ser o caminho.

Outra alternativa é a abordagem mobile utilities (m-utilities), na qual operadoras, provedores de conteúdo e desenvolvedores de aplicativos possam oferecer a esses usuários de mercados emergentes serviços que impactem positivamente em sua qualidade de vida.

 

 

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