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Unifique deixa 5G para fim do ano e vai reduzir expansão de rede de fibra

Uma das operadoras de banda larga regional vencedoras do leilão de 5G e que está estruturando entrada no segmento móvel, a Unifique está projetando a ativação de sua rede 5G no quarto trimestre deste ano e também deve reduzir o ritmo de expansão de redes de fibra óptica em novas cidades.

A decisão foi comunicada pelo comando da empresa durante apresentação dos resultados da Unifique no segundo trimestre (veja números no final da matéria). O novo adiamento do início da operação comercial 5G foi acompanhado de projeções sobre o processo e possibilidade de investimentos mais robustos em infraestrutura própria em 2024, a depender do resultado de testes neste ano.

No momento, cerca de 500 colaboradores já estão usando chips da operação móvel da Unifique em caráter de teste, mas a operadora ainda aponta “capex tímido” com o negócio. Além de core de rede da ZTE que exigiu investimento de US$ 5 milhões e equipe de desenvolvimento própria construindo sistemas OSS e BSS (com folha mensal de R$ 350 mil), a companhia está começando a receber no Brasil seus primeiros rádios – de fabricantes diferentes não nomeados.

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Os equipamentos serão instalados em cidades previstas como palco de testes com infraestrutura própria. Já para ativar a rede comercial em novembro ou dezembro deste ano, a empresa espera utilizar infraestrutura das grandes teles, baseada nas ofertas de atacado para roaming que compõem os remédios que permitiram a venda da Oi Móvel.

Tais ofertas (pendentes de homologação) devem ter validade até 2026, ou justamente o ano que começam a vencer os compromissos de infraestrutura da Unifique com a Anatel, que adquiriu lote regional de 3,5 GHz em Santa Catarina e Rio Grande do Sul no leilão de 2021.

Banda larga

No caso da banda larga, a previsão da Unifique é reduzir os investimentos em expansão de rede no segundo semestre, focando nas cidades onde a empresa já atua e na integração de provedoras adquiridas, segundo o CFO da empresa, José Wilson Jr. – colocando o movimento como parte de um ajuste de orçamento no restante de 2023.

A Unifique encerrou o segundo trimestre de 2023 com 3,2 milhões de casas passadas (HPs) com fibra e 690 mil clientes, resultando em uma taxa de penetração de 21,9%. Já seu crescimento orgânico de assinantes na banda larga foi de apenas 6,1 mil novos acessos no período entre abril e junho.

Na visão de relatório da área de pesquisa da XP Investimentos, “o desempenho operacional fraco reflete um cenário macroeconômico desafiador e uma maior sensibilidade dos consumidores aos preços, uma vez que a empresa tem um preço mais alto do que seus concorrentes”.

Por outro lado, as aquisições compensaram o ritmo reduzido de adições na banda larga. A empresa adicionou no trimestre 23 mil clientes de carteira adquirida da Superline na região Concórdia (SC) e 7 mil da Brick Telecom. Além disso, em julho a companhia concluiu a aquisição da carteira da Naxi, que traz outros 17 mil acessos em Santa Catarina – portanto, uma aquisição estratégica, mais uma vez focada em clientes e com opção de compra para a infraestrutura.

Números

A Unifique divulgou na última quarta-feira, 9, os resultados do segundo trimestre de 2023. A receita líquida da companhia cresceu 37% em relação ao período em 2022 (para R$ 215 milhões), com impacto positivo da trilha de aquisições. Já o seu lucro líquido apresentou recuo e alcançou R$ 33,9 milhões (11,8% a menos em comparação ao ano passado).

O EBITDA ajustado, por sua vez, chegou a R$ 104 milhões (alta de 30%), com uma margem de 48%, em redução de 2,3 pontos percentuais (p.p.) em relação ao último ano vindo à tona, devido a custos e despesas mais altas relacionados a aquisições. Essa diminuição da margem EBITDA já era esperada e deve ser revertida no segundo semestre a partir de medidas de maior eficiência de gastos projetadas.

Outro ponto a ser destacado é a taxa de churn, um indicador que aponta o número de clientes que deixaram a base da empresa no período. O índice aumentou para 2,0% (em comparação com 1,8% no 1T23). Porém, a operadora afirma que já percebe uma melhora no perfil do cliente neste trimestre, além de ter adotado medidas como adoção de critérios comerciais mais restritivos e score de crédito.

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