Rezende deixa Anatel; ex-ministro Juarez Quadros será novo presidente

O presidente da Anatel, João Batista de Rezende, está deixando a agência. Ele entregou esta semana ao ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab,  sua carta de renúncia ao comando da agência no próximo dia 29 de agosto por "razões de ordem pessoal". O mandato dele iria até dezembro, enquanto o cargo de conselheiro teria mandato até novembro de 2018. Rezende estava na Anatel desde 2009 e assumiu a presidência da agência em 2011. Este era seu segundo mandato de presidente e conselheiro. No lugar de João Rezende assumirá o ex-ministro das Comunicações Juarez Quadros, que ocupou o cargo ao final do governo FHC. Antes disso, Quadros foi secretário executivo do ministério. Quadros já foi convidado pelo ministro Kassab e aceitou o convite, mas sua nomeação depende de sabatina, o que não se espera que aconteça no Senado antes da votação do impeachment da presidenta Dilma Rousseff, no final deste mês. Se confirmado pelo Senado, Quadros assumirá a vaga de Rezende, com mandato até novembro de 2018.

Juarez Quadros (Foto: Augusto Costa)
Juarez Quadros (Foto: Augusto Costa)
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João Rezende deixa como principal legado na agência o trabalho de reestruturação da Anatel e a política de transparência da entidade. As transmissões abertas das reuniões do conselho marcaram a sua gestão. Também se notabilizou pelo posicionamento franco em relação a temas complicados. Rezende foi um dos principais responsáveis, por exemplo, pela abertura do mercado de TV por assinatura, e sempre defendeu que a mudança no modelo das telecomunicações passasse pelo Congresso Nacional, e não apenas por mudanças regulatórias. Em seu mandato a agência tomou algumas decisões de forte impacto, como a proibição da venda de novas linhas de celular, em 2011, o que desencadeou um longo processo de ajuste da qualidade dos serviços móveis, ainda em curso.

Por decisão pessoal, Rezende deixará a Anatel e tirará férias. Ele cumpre quarentena obrigatória de seis  meses. Seu substituto imediato poderá ser ou Rodrigo Zerbone, se o desligamento acontecer até dia 4 de setembro (quando vence o mandato de vice de Zerbone), ou Igor de Freitas, cujo mandato de vice foi aprovado pelo conselho na última sexta-feira, 5, mas que ainda depende de formalização do Executivo.

3 COMENTÁRIOS

  1. O Brasil do Golpe está se alastrando.
    Que Brasil seremos?
    Brasil com cara neoliberal e ações militarizadas ?

    Poucos se rebelam e o desmote toma força.

    A esperança ? Nós brasileiros já experimentamos o gosto da equidade, da democracia e portanto temos de onde buscar comparações de como um Brasil melhor funciona.
    O Golpe de 64 não irá funcionar, um golpe legalistico pode só irá funcionar se a condições de vida, e qualidade da maioria for mantida …
    Com certas ações como esta , parece que as esperanças minan….

    • Golpe? Que golpe? O único golpe aplicado aqui foi pela quadrilha de bandidos, que assaltou os cofres públicos e como resultado mais de 11 milhões de desempregados (me incluíndo nessa faixa).

      Desculpe Sr. 'Março de', mas defender o roubo que a sua 'inocenta' cometeu ultrapassa o limite do ridículo. Seria o mesmo que um bandido querer a prisão da vítima porque não deu o que lhe foi pedido.

  2. Pouco a pouco vai se realizando a "desinfecção" necessária na administração pública. Que haja mudanças internas na Anatel também muito necessárias, exilando ao ostracismo os pelegos e os vendidos ao mesmo tempo.

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