Para LG, TV conectada não é disruptiva na cadeia de valor

Para o gerente geral de SmarTV para América do Sul e Central da LG, Milton Neto, as TVs conectadas não representam uma ruptura na cadeia de valor no mercado de televisão. "Elas são mais uma porta para os provedores de conteúdo. São um suplemento, um player a mais", justificou o executivo quando questionado sobre o novo papel dos fabricantes, que passam a fazer parte do mercado de distribuição de conteúdo com os aparelhos conectados. Neto participou na manhã desta quarta-feira, 10, de um painel da ABTA 2011 sobre TV 2.0 e a convergência dos serviços.
O executivo contou que, atualmente, uma em cada cinco TVs vendidas pela marca tem acesso à Internet. A fabricante também oferece ao consumidor a opção de solicitar a instalação de um adaptador Wi-Fi ao comprar o aparelho. Segundo Neto, a solicitação hoje é superior a 50%, o que o leva a crer que as pessoas estão interessadas de fato nesta funcionalidade. O executivo acredita que o conteúdo e os aplicativos disponíveis nos aparelhos podem ser diferencial competitivo entre as fabricantes. A LG tem procurado desenvolvedores para aumentar o portfólio, hoje com mais de 200 aplicativos.
O diretor de produtos da Net Serviços, Márcio Carvalho, que também participou do painel, disse que a indústria de TV por assinatura se preocupa com a "desintermediação" na entrega de conteúdo e já se mobiliza para agregar valor aos seus produtos, respondendo a essa nova configuração de mercado com projetos como a TV everywhere.

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