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Veja um passo a passo da operação entre Oi, BTG Pactual, V.tal e Globenet

A venda do controle da V.tal pela Oi aos fundos do BTG Pactual foi finalizada após uma complexa renegociação que pode levar para até 65% a fatia da nova controladora na empresa de redes neutras. Veja um passo a passo com detalhes da operação:

  • Com o fechamento nesta última quinta-feira, 9, a Globenet (empresa de cabos submarinos do BTG) pagou parcela primária de R$ 1,776 bilhão à Oi e outros R$ 4,261 bilhões referentes à primeira fatia da parcela secundária. A operação somou R$ 6 bilhões imediatos ao caixa da vendedora.
  • Com o pagamento, a Globenet passa a deter 51% da V.tal e a Oi, 49%. As duas parcelas restantes do componente secundário (somando mais R$ 3,7 bilhões) seriam pagas até dezembro de 2023, mas ao invés disso serão abatidas de valores do contrato de locação de longo prazo (LTLA, na sigla em inglês) que a Oi deve pagar à Globenet entre 2022 e 2024.
  • A soma dos recursos da parcela primária e da secundária, considerando os valores recebidos e abatidos, é de R$ 9,7 bilhões.
  • De pronto, R$ 3,526 bilhões em compromissos das debêntures conversíveis da 1ª emissão da V.tal já foram pagos pela Oi a partir dos primeiros recursos recebidos, em favor de Brooksfield e Farallon.

Uma segunda etapa do negócio começa em até 90 dias após o fechamento, com a Globenet sendo incorporada pela V.tal.

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  • Imediatamente antes da incorporação da empresa de cabos, um novo lote de ações da V.tal será adquirido pelos investidores a partir de R$ 1,258 bilhão em dinheiro (parcela primária adicional).
  • A própria absorção da Globenet pela V.tal abaterá R$ 1,518 bilhão do valor devido, referentes ao preço justo da empresa de cabos calculado por empresa independente.
  • Uma segunda parcela primária adicional de R$ 360 milhões em dinheiro também será realizada pela compradora.
  • Por último, a V.tal pagará R$ 2,721 bilhões em créditos da Oi referentes a dividendos da Telemar, correspondentes ao débito trazido pela unidade de infraestrutura da vendedora à operação.

Ao fim da segunda fase e com a Globenet absorvida pela V.tal, o BTG Pactual terá 57,9% da empresa de redes neutras e a Oi, 42,1%.

Esta seria a divisão acionária já divulgada para o negócio, mas novas etapas foram acordadas. Com ajustes, a nova controladora pode deter até 7,38% de ações adicionais da V.tal, por conta condições comerciais mais favoráveis para a Oi no aluguel da rede neutra FTTH e no índice de reajuste dos contratos. O ajuste vai ser dividido em duas etapas:

  • Na primeira, prevista para 30 dias após o fechamento, o BTG receberá 3,65% adicionais das ações da V.tal;
  • Até 31 de julho de 2023, uma quantia de até 3,73% poderá ser repassada, a depender do benefício calculado com as novas condições comerciais para uso da rede da V.tal pela Oi.

Dessa forma, a participação do BTG Pactual no negócio chegaria a até 65,3%, deixando a Oi com 34,7%.

A Oi ainda deverá fazer aportes ao caixa da V.tal relacionados ao uso da rede FTTH da empresa desde o começo de 2022 e de ajustes de capex. A condição estava prevista em contrato como parte do modelo de “locked box” adotado nas operações da V.tal, que atua de forma independente desde dezembro de 2021.

Tais cifras serão apuradas em até 90 dias após o fechamento do negócio mas, de acordo com o CEO da Oi, Rodrigo Abreu, devem rondar R$ 100 milhões mensais pelo uso da infraestrutura FTTH (ou R$ 700 milhões até julho), mais ajustes residuais que podem levar a conta para cerca R$ 1 bilhão.

Uma outra alteração nos termos originais envolve a permanência com a Oi de equipamentos instalados na casa dos clientes de banda larga. Os terminais ópticos (ONTs) da base instalada teriam valor estimado em cerca de R$ 1 bilhão, segundo Abreu, e foram retirados do negócio com o BTG Pactual em comum acordo.

Considerando todos os fatores, o valor final do negócio foi de R$ 12,923 bilhões. A operação foi descrita por Abreu como a maior de private equity do Brasil e conclui a fase de desinvestimentos da Oi, seguindo plano de reestruturação no bojo da recuperação judicial da companhia.

A operadora espera se beneficiar da valorização da V.tal nos próximos anos e ter capacidade para refinanciar compromissos de longo prazo nos próximos dois ou três anos. A Oi também vê a empresa de redes neutras como uma fonte candidata ao IPO, segundo Abreu. A V.tal pretende chegar a 32 milhões de casas cobertas com fibra óptica (HPs) até 2025.

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