Zero rating não fere a neutralidade da rede, diz Getschko, do NIC.br

A prática de zero rating ou acesso grátis a determinados aplicativos, desde que ofertado com transparência e para todos, não fere a neutralidade da rede. Esse é o entendimento do diretor-geral do NIC.br, Demi Getschko, que participou nesta quarta-feira, 10, de debate polêmico sobre o tema durante o Encontro Tele.Síntese, em Brasília. Ele não teme, inclusive, a posição dominante de alguns provedores de conteúdo beneficiados com a prática, afirmando que existe muita fluidez nesse mercado, em que muitas empresas que lideraram praticamente desaparecem com o tempo.

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A posição é seguida pelo pesquisador da InternetLab, Pedro Ramos, mas ele ressalta que a prática cria um ciclo vicioso que vai reduzir o aparecimento de start-ups. Já o superintendente de Planejamento e Regulamentação da Anatel, José Alexandre Bicalho, afirma que o bloqueio desse modelo de negócio pode prejudicar o desenvolvimento da rede e deve ser levado em conta o que quer o usuário.

A representante do Coletivo Intervozes, Veridiana Alimonti, acredita que o zero rating prejudica a inovação na rede e mascara o número de assinantes do serviço, atrapalhando ações de massificação ao acesso à Internet. Para ela, é preciso regulamentar o serviço como essencial para garantir investimentos públicos nesse setor.

O diretor da Qualcomm, Francisco Giacomini, por sua vez, defendeu o modelo de zero rating por meio de dados patrocinados – o 0800 da Internet – como forma de expandir o acesso à internet. E o diretor da TIM, Mario Girasole, defendeu a prática, afirmando que seria uma forma de financiar a rede, que com a redução da VU-M, irá ser suportada apenas pelo usuário. Para o presidente da operadora, Rodrigo Abreu, sem liberdade para modelo de negócio, não há competição e a rede vira uma utility.

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