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Zero Rating: operadoras apontam problema na estratégia, mas benefícios ao consumidor

Foto: Pixabay

Publicado originalmente por Mobile Time) O desconto da franquia de dados, conhecido como zero rating, é uma característica do mercado brasileiro. Atualmente, os planos pré e pós-pago recebem algum benefício. O WhatsApp, por exemplo, é um aplicativo que todas as operadoras oferecem sem descontar a franquia de dados, também conhecido como zero rating. E, mesmo sendo de excelente valor ao usuário, as operadoras, agora, pagam alto por ofertarem esse benefício. “As operadoras erraram”, afirmou Renato Ciuchini, vice-presidente de estratégia e transformação da TIM, durante sua participação no MobiXD, evento organizado nesta terça-feira, 10, por Mobile Time.

Para o executivo, o motivo principal de o WhatsApp estar instalado em 99% da base de celulares do Brasil se deve ao fato de que as operadoras passaram a oferecer o app de mensageria como zero rating. “Do ponto de vista das operadoras, foi um erro”, avaliou. “Olhando hoje, a gente está numa posição inferior na comparação com cinco anos atrás em termos de relação com o cliente. E agora não dá para tirar”, avaliou o executivo da TIM.

Ciuchini reforçou que a questão dos OTTs é um debate global e comparou a relação entre operadoras e os over-the-top como uma estrada e os caminhões. “O caminhão de muitas toneladas não pode entrar em qualquer estrada. E os OTTs (que são os caminhões das estradas operadoras) aumentam o tráfego. Não é responsabilidade da operadora e o cliente não decidiu ter 20 vídeos em cache. Quem decidiu foi o cara que não paga a conta”, afirmou.

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Rodrigo Gruner, diretor de inovação e novos negócios da Vivo, apresentou um outro ponto de vista sobre como se dá a relação entre operadoras e OTTs  e como ela mudou exponencialmente. “Hoje, é ótima e amadureceu nos últimos anos”, afirmou. O executivo explicou que hoje as parcerias estão mais profundas, com desenvolvimento de soluções. “Temos que estar próximos para o benefício do cliente. O que queremos é o cliente satisfeito e que consuma mais”, disse.

Para Fábio Maeda, diretor de serviços digitais e inovação móvel da Claro, o zero rating proporciona o que ele chamou de “fear of use”, o que gera valor para o cliente. “Quando se faz o zero rating você tira a dor do ‘medo de usar’. No caso do WhatsApp, 99% das pessoas têm em seus celulares o aplicativo e é uma ferramenta essencial hoje em dia. Não se pode ficar sem WhatsApp. Você continua conectado mesmo atingindo a franquia, principalmente com o pré-pago. Com esse cliente, a gente consegue dar muito valor para ele e ele consegue ficar conectado o mês inteiro”, explicou Maeda.

A Algar também adota a estratégia de oferecer aplicações sem o uso da franquia de dados. Mas de uma maneira diferente, dando ao cliente o controle para escolher quais aplicações terão zero rating. “No plano ilimitado do pós-pago o cliente seleciona o que ele quer usar no zero rating. E, no pré-pago, existe também o ilimitado, mas somente na madrugada”, explicou Zaima Milazzo, diretora de inovação da Algar Telecom e presidente do centro de inovação Brain. (Isabel Butcher)

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