Coalizão Direitos na Rede defende uso do 6 GHz para WiFI 6E

Em nota enviada para o Conselho Diretor da Anatel, a Coalizão Direitos na Rede (CDR) apoia a liberação da faixa de 6 GHz para uso não licenciado por equipamentos de radiação restrita em sua completa extensão de 1.200 MHz. O tema está na agenda da reunião do Conselho Diretor da Anatel desta quinta-feira, 10.

Segundo a rede de organizações, tal medida permitirá que pessoas, empresas de pequenos e médio porte, comunidades e organizações sem fins lucrativos acessem o espectro, expandindo assim o acesso à conexão por meio da exploração completa da tecnologia Wi-Fi 6E no Brasil. O entendimento da CDR segue alinhado com o que grandes empresas de tecnologia, como o Facebook, e especialistas também defendem.

"Devido ao aumento na demanda por volume de dados, o uso da tecnologia Wi-Fi hoje não é apenas uma via de acesso doméstico, ou individual, mas tem se constituído como um modelo complementar de acesso à internet. Isso vale tanto para o usuário individual que utiliza a rede Wi-Fi para economizar seu plano de dados, quanto para usos diversos em áreas rurais ou remotas, redes comunitárias e áreas públicas de acesso, tais como praças e bibliotecas públicas e comunitárias", diz a CDR no posicionamento.

Mais estabilidade de rede

A CDR destaca ainda que, no caso específico do Wi-Fi 6E, o efeito não é somente o de ampliação no volume e na velocidade do tráfego de dados, mas também no aumento da capacidade e estabilidade da rede quando há vários dispositivos conectados simultaneamente. "Tais características não são só importantes para a aplicação e desenvolvimento de tecnologias como a Internet das Coisas (IoT), mas servem de incentivo para a implementação e ampliação do uso de dispositivos em escolas e universidades, comunidades, na área de saúde, ou eventos culturais e esportivos", aponta a CDR.

A entidade coloca ainda que o benefício do uso do Wi-Fi 6E em sua plenitude também fortalece redes comunitárias. "Para as redes comunitárias, que fazem uso do espectro não licenciado, a tecnologia Wi-Fi 6E pode ser utilizada como espinha dorsal para conectar equipamentos Wi-Fi de gerações anteriores e atender de maneira imediata aqueles que utilizam dispositivos que ainda não estão adaptados ao novo modelo Wi-Fi 6E", finaliza no documento.

Veja a íntegra do posicionamento da CDR aqui.

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