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Impulsionada pelo B2B, Algar Telecom avança nas receitas e triplica lucro

A Algar Telecom está “muito satisfeita” com os números do terceiro trimestre, divulgados no balanço financeiro desta terça-feira, 9. A companhia observou crescimento da receita de sua principal unidade, a de negócios B2B, e observou mais uma vez um aumento do lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (EBITDA) mesmo com a pressão de investimentos no período, como a conclusão da aquisição da Vogel

De acordo com o CFO da operadora mineira, Tulio Abi-Saber, o resultado é ainda mais relevante considerando o cenário macroeconômico. “Considerávamos uma retomada mais robusta, mas houve muita incerteza, com crescimento da inflação, o dólar subindo muito e a pandemia não tão controlada como gostaríamos”, colocou ele em entrevista ao TELETIME

O crescimento da receita líquida no trimestre comparado a igual período de 2020 foi de 13,2%, totalizando R$ 672,2 milhões no período. No acumulado de nove meses, o avanço foi de 7,3%, total de R$ 1,876 bilhão. “O resultado tem a ver com a eficiência e transformação digital e sustentável, com redução de consumo de energia e combustível”, analisa. 

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Desses totais, a receita líquida do segmento B2B foi de R$ 433,9 milhões, aumento de 19,9%; com acumulado de R$ 1,192 bilhão desde janeiro, avanço de 13,6%. Abi-Saber diz que isso já representa 65% das receitas totais da empresa, utilizando os ativos de fibra e infraestrutura em geral para uma rede “já construída para o B2B”. Ele argumenta ainda que os clientes preferem soluções que complementam telecom e TI, em vez de obter soluções de fornecedores e parceiros.

Já o segmento para consumidor final, o B2C, totalizou R$ 238,3 milhões no trimestre (2,8% de crescimento) e R$ 684 milhões no ano (recuo de 2,2%). O CFO lembra que esse desempenho aconteceu diante de “ambiente desafiador, destacando que a banda larga cresceu 5%, ficando em R$ 98,6 milhões; e a receita líquida da móvel avançou 3%, chegando a R$ 78,1 milhões” no trimestre. No mesmo período, as receitas de voz caíram 13%, totalizando R$ 23,9 milhões.

Já o o EBITDA aumentou 18%, total de R$ 290 milhões. De janeiro a setembro, o total foi de R$ 814,7 milhões, aumento de 6,7%. A margem EBITDA cresceu 1,7 ponto percentual no comparativo anual, encerrando o trimestre em 43,1%.

O investimento da Algar no trimestre foi de R$ 872,4 milhões, um avanço de 185,7%. No total dos três trimestres, o Capex foi de R$ 1,136 bilhão, mais do que dobrando (104,7%) a cifra de 2020. Por conta disso, o fluxo de caixa livre foi negativo no trimestre (R$ 237,3 milhões) e no acumulado (R$ 12,6 milhões). 

Avanço do lucro

Mesmo com a pressão dos investimentos, o lucro líquido da operadora mais do que triplicou (236,4%) no trimestre, encerrando setembro com R$ 94,7 milhões. Em nove meses, o total foi de R$ 201,2 milhões, aumento de 27,1%. “É natural que a lucratividade esteja sempre pressionada e flutue bastante, pois tem a ver com investimentos e dívida”, explica Tulio Abi-Saber. “Mesmo assim, foi um aumento bem mais forte do que a gente vinha observando. Mas não considero que é a métrica mais importante, mas sim o aumento de base, de receita e de EBITDA”, complementa.

O CFO explica que houve um reconhecimento de crédito de imposto de renda no valor de R$ 47 milhões, mas que há sim efeito do crescimento da empresa em geral. “Dentro de nossos ciclos de expansão, a gente fez muito investimento de expansão de redes, e isso pressiona o lucro, com muito custo fixo, muito ativo para depreciar e dívida, o que pressiona o EBTIDA e também o lucro”, diz, ressaltando que os impactos são diluídos com os clientes, e que as oscilações estão dentro do planejamento. Inclusive com a Vogel, que ainda deverão ser amortizados ao longo do tempo. 

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