Dilma afirma que governo cobrará medidas concretas sobre espionagem dos EUA

A presidente Dilma Rousseff emitiu comunicado oficial nesta segunda-feira, 9, sobre as recentes denúncias de espionagem dos Estados Unidos envolvendo dados do governo brasileiro e da Petrobras, declarando que "tais tentativas de violação e espionagem de dados e informações são incompatíveis com a convivência democrática entre países amigos, sendo manifestamente ilegítimas. De nossa parte, tomaremos todas as medidas para proteger o país, o governo e suas empresas".

O documento, publicado pelo blog do Planalto, diz ainda que a Petrobras não representa ameaça à segurança de qualquer país, o que evidencia que "o motivo das tentativas de violação e de espionagem não é a segurança ou o combate ao terrorismo, mas interesses econômicos e estratégicos", e que o governo brasileiro está "empenhado em obter esclarecimentos do governo norte-americano sobre todas as violações eventualmente praticadas, bem como em exigir medidas concretas que afastem em definitivo a possibilidade de espionagem ofensiva aos direitos humanos, a nossa soberania e aos nossos interesses econômicos".

A manifestação da presidente ocorre após reportagem do Fantástico, da TV Globo, exibida no último domingo, 8, revelar que a Petrobras também é alvo de vigilância constante do governo de Barack Obama. Na última quinta-feira, 5, Dilma Rousseff e o presidente dos Estados Unidos se encontraram na mesma semana que o programa dominical havia divulgado que a presidente é espionada pelas agências de inteligência norte-americanas. A reunião aconteceu logo após a abertura da oitava cúpula do G20, na Rússia, mas o conteúdo da conversa não foi revelado.

Satélite

Vale lembrar que o principal projeto para assegurar soberania nacional a informações críticas, o Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicação Brasileiro (SGDC) não prevê, em sua cobertura, atender às necessidades da Petrobrás em alto-mar. Conforme informou este noticiário na semana passada, quando o projeto satélite passou pela fase de avaliação das necessidades do governo, o assunto não chegou a ser discutido pela esfera técnica da Petrobrás. A Telebras tinha a diretriz de não alocar capacidade onde houvesse capacidade comercial sendo oferecido, e por isso a Petrobrás ficou fora.

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