SES e Claro também observam com interesse migração da TV aberta para banda Ku

Antenas da operadora de satélite SES

A Sky não é a única interessada em prestar o serviço de TVRO para os canais de TV aberta. No mesmo dia em que o CEO da operadora, Raphael Denadai, afirmou ver uma oportunidade na migração do serviço de TV parabólica (TVRO) da banda C para a banda Ku, outros players se colocaram à disposição. Também no Pay-TV Forum 2021, realizado de forma online por TELA VIVA e TELETIME nos dias 9 e 10 de agosto, o vice presidente comercial da SES na América Latina e Caribe, Jurandir Pitsch, disse que a migração da banda C para banda Ku pode fomentar uma migração do modelo fre-to-air para modelo por assinatura de parte da base atual das parabólicas. "Vai ter uma quantidade de usuários que não quer pagar por conteúdo e vai ficar apenas nos abertos, sabemos que as operadoras de DTH estão analisando", completou.

Para o executivo da SES, uma das operadoras satelitais que concorre para ser o destino dos sinais das empresas de radiodifusão na banda Ku, ainda há dúvidas sobre quais serão as reais demandas. "As definições não estão bem equacionados, o que vai acontecer quando as regras do edital do 5G estiverem mais claras", disse.

A Claro também vê com interesse a migração da TVRO para a banda Ku. De acordo com Alessandro Maluf, diretor de produto vídeo da operadora, se trata de uma oportunidade de melhorar a eficiência da rede satelital. Segundo ele, até os conteúdos da TV por assinatura na banda Ku podem se beneficiar maior base equipamentos instalados.

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Maluf destaca que não se trata de voltar a explorar o serviço "Livre", que foi praticado pelas principais operadoras de DTH e que não cobrava pela oferta do pacote de canais abertos.

Luis Otavio Marchezetti, diretor de engenharia da Sky, explicou que a operadora também não tem interesse em retomar o Sky Livre, que "trazia custos sem agregar valor". "Queremos ter um produto para os broadcasters, participando da instalação", diz. Será um produto TVRO, com caixa semelhante à da banda C, que permite regionalizar o sinal das TVs abertas. Marchezetti espera que haja competição no serviço. "O que não achamos correto é haver um player único, o que pode trazer questões ao mercado", finaliza.

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