Nelson Simões, da RNP, não acredita que funcionalidades de backdoor estejam sendo utilizadas

O presidente da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP), Nelson Simões, não acredita que uma eventual espionagem norte-americana sobre as comunicações brasileiras esteja sendo realizada através das funcionalidades de backdoor presentes nos equipamentos por exigência da lei Calea dos Estados Unidos. A RNP é dona de um backbone nacional com 27 pontos de presença que interliga mais de 500 instituições de ensino e pesquisa.

Em primeiro lugar, Simões afirma que "não está provado" que essas funcionalidades de fato existem. De qualquer forma, ele afirma que se os americanos têm interesse em 'arapongar' os dados do Brasil, isso poderia ser feito através dos cabos submarinos. "Eu acho que isso é fora da realidade (usar funcionalidades de backdoor). Eles têm acesso mais simples a nossa infraestrutura, já que todas as informações do Brasil convergem em um único ponto", diz ele em relação aos cabos submarinos que ligam o Brasil a América do Norte por Miami.

Por esse motivo, para ele a maneira mais eficaz de se proteger desse tipo de espionagem seria a ligação direta da América Latina com a Europa, além do que a RNP tem aplicações que necessitam de uma latência menor.

As revelações de Edward Snowden mostram, entretanto, que ações de espionagem não são exclusivas dos norte-americanos. Mesmo países europeus mantém algum tipo de monitoramento dos dados que chegam aos seus países pelos cabos internacionais. Ainda assim, Simões diz que as negociações com os europeus são mais favoráveis. Para ter um cabo internacional que termina nos EUA, por exemplo, é preciso constituir uma empresa americana que obviamente se submete às regras daquele País.

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