Compra da ITSA pela Sky traz à tona valor do MMDS

A aquisição da operadora de MMDS ITSA pela operadora de TV paga via satélite (DTH) Sky coloca duas questões sobre a mesa. Primeiro, qual será a estratégia da Sky, que com o movimento se aproxima do mercado de WiMax, algo que a operadora ainda não responde. A segunda questão é qual a valorização que o mercado está fazendo pelo assinante do serviço de MMDS e pelo potencial de uma rede deste tipo para serviços de banda larga.
No caso da ITSA, a conta torna-se complicada porque, primeiro, a dívida da operadora de MMDS é desconhecida. Estima-se em algo em torno de US$ 90 milhões. Outro fator que não se conhece é quanto desta dívida teria sido descontada pelos credores para aprovar a operação. Com base no tempo em que a crítica situação financeira se alongava e na dificuldade de encontrar alternativas, estima-se que os credores tenham aberto mão de algo entre 60% e 70% do que teriam a receber. Como a dívida era conversível em ações da ITSA e a Sky está adquirindo a empresa sem pendências, as estimativas de analistas de mercado são de que a operação possa ter ficado na casa de R$ 1,3 mil a R$ 1,5 mil por assinante. Lembrando que a ITSA ainda não iniciou o processo de digitalização de sua rede. Nem Sky nem ITSA comentam valores.

Outras operações

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Vale lembrar que quando a Net Serviços adquiriu a BigTV, em dezembro do ano passado, o valor máximo de cálculo foi de R$ 2,6 mil e o mínimo foi de R$ 1,9 mil por assinante, o que dependeria do tempo de aprovação do negócio, que ainda está sendo analisado pela Anatel.
A compra da WayTV pela Oi, em julho de 2006, se deu por algo em torno de R$ 2,1 mil por assinante. Posteriormente, em outubro daquele ano, houve a entrada da Telefônica no capital da TVA, que resultou em uma operação de cerca de R$ 3,1 mil por assinante (a TVA tem assinantes de cabo e MMDS). Também em outubro de 2006, houve a compra da Vivax pela Net Serviços se deu por algo perto de R$ 4,7 mil por assinante.
O cálculo do valor de uma operação de TV por assinatura em função do número de assinantes é apenas uma referência, já que as análises são em geral feitas em cima do potencial de retorno (e aí pesam tecnologia, capacidade da rede e serviços prestados) e de múltiplos das operadoras, como múltiplos de EBITDA.

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