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Mercado de redes neutras vai passar por concentração, prevê TIM

O mercado de prestadoras de pequeno porte (PPPs) deverá entrar em segunda fase de consolidação, enquanto o de redes neutras seguirá o mesmo caminho. A previsão foi feita pelo presidente da TIM, Alberto Griselli, em conferência para analistas sobre o balanço financeiro do primeiro trimestre da operadora nesta terça-feira, 9. 

A visão de Griselli sobre o mercado de banda larga fixa é pragmática: há muitas PPPs atualmente, e a tendência para continuar evoluindo será a de concentração – primeiramente, entre eles. “Terá a segunda onda de consolidação com grandes players, e alguns dos ISPs vão ser parte, e outros vão ficar de fora do mercado”, disse. 

“Na medida em que todo mundo quer almejar crescimento, aí fica um mercado menos atrativo para todos, e a consolidação é o instrumento para ganhar escala“, declara. Ele avalia ainda que o custo de capital para investimento ficou mais caro, o que influencia na decisão de juntar forças ou de ser absorvido. 

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Griselli coloca que não há planos a TIM participar desse movimento. “O que posso dizer é que nós não estamos participando de consolidação de ISPs e estamos implementando crescimento ‘asset-light’ [com poucos ativos] junto à I-Sytems e à V.tal porque entendemos que o tipo de conhecimento atende ao apetite de top line [receitas, EBITDA etc.].”

Banda larga fixa opcional

Da mesma forma, ele imagina que o mercado de rede neutra deverá passar por processo semelhante. “Tem vários players – a gente [com a I-Systems], a Vivo [com a FiBrasil] e a V.tal. E não faz sentido ter mais construção, então deverá ter alguma concentração no nível de rede neutra”, prevê. 

A própria TIM está promovendo expansão, inclusive da banda larga fixa, fazendo uso das redes neutras da I-Systems e da V.tal. Neste último caso, a cobertura foi aumentada para a região Sul, onde a operadora agora oferece a UltraFibra (antiga TIM Live). “Somos um operador móvel, com presença pequena, mas bem redondinha, em fibra, com mais ou menos 2% de market share”, analisa Alberto Griselli. 

A visão do executivo é que, por não ter o peso de “defesa da receita legada” de uma operação fixa, há uma vantagem de agilidade para o mercado.  “Hoje não estamos com ponto de consolidar. Nossa estratégia é puramente móvel e de entregar o guidance. A UltraFibra é uma opcional para nós.

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