Huawei já tem dois terminais compatíveis com LTE em 450 MHz

Uma das apostas da Huawei no Brasil é no espectro de 450 MHz para utilização do LTE em áreas rurais. Mesmo ainda sem definição do 3GPP sobre a padronização da tecnologia de quarta geração na frequência, a companhia chinesa já havia começado a produção de equipamentos em setembro do ano passado, e agora já está trazendo ao País aparelhos importados para testes. Segundo o CTO e diretor para América Latina da empresa, José Augusto de Oliveira Neto, a intenção é fazer do Brasil um pioneiro no mercado mundial. "Temos dois modelos diferentes de set-top box com LTE, Wi-Fi, telefone normal e acesso de dados cabeado; como uma espécie de central de conectividade", explicou ele durante a apresentação do Balanço Huawei de Banda Larga em São Paulo nesta terça, 9.

Esses equipamentos têm foco no mercado brasileiro para áreas rurais, embora Oliveira diga que possam ser utilizados em outros países em CDMA. Vale lembrar que a utilização de 450 MHz com o padrão CDMA implica em conectividade de, no máximo, 1 Mbps. De qualquer forma, o objetivo é claramente para as operações domésticas. "No futuro, a expectativa é ter terminais também de 450 MHz", complementa, referindo-se a smartphones. A Huawei conta ainda com estações radiobase (ERBs) capazes de operar na frequência e que já estariam prontas para operar no País.

Segundo o executivo, ainda não há dispositivos prontos porque as empresas estão justamente esperando a padronização do 3GPP, que só deverá acontecer no segundo semestre do ano. A razão da demora, diz, é a complexidade do protocolo. "Tem processo que não se pode atropelar, por isso leva tempo", explica Oliveira Neto. Da mesma forma como ocorreu na frequência de 700 MHz, a Huawei é relatora-técnica no grupo que vai padronizar os 450 MHz.

Sem concorrência com 700 MHz

A faixa do dividendo digital, por sinal, não seria objeto de concorrência para a fabricante chinesa. "São frequências complementares, pois serão 90 MHz (45 MHz + 45 MHz de espaço) no 700 MHz, o que não é muito. Então, o 450 MHz será adicional", explica o CTO. Dessa forma, seria possível otimizar a entrega de LTE, flutuando ainda pelas frequências mais altas, como o 2,5 GHz.

Perguntado se existiria ainda um possível refarming da frequência de 1800 MHz no Brasil, Olveira Neto foi categórico: "do ponto de vista público, não". O problema, afirmou, é justamente a grande quantidade de usuários 2G que ainda utilizam a faixa. O GSM ainda representa 72,3% das conexões móveis no País, de acordo com números da Anatel e da Huawei.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

I accept the Privacy Policy

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.