Operadoras de satélites defendem parcerias para ampliar serviços em áreas remotas

As operadoras de satélites Hughes e One Web apresentaram contribuições para a tomada de subsídios do novo Plano de Geral de Metas de Competição (PGMC) defendendo regras para a ampliação dos serviços de telecomunicações para as áreas desassistidas destes serviços. Uma possibilidade seria a parceria com as teles.

A operadora Hugues acredita que o novo PGMC deve prever a ampliação dos serviços de voz, especialmente para atendimento das áreas onde a banda larga é uma realidade e a voz tradicional ainda não pode fazer parte do pacote do cliente. Segundo a operadora, a experiência inclusive em âmbito internacional tem demonstrado o interesse dos clientes em ter serviços completos, o que significa dados e também voz com acesso à rede pública.

A Hugues entende que após três anos da publicação da revisão do PGMC (Res. 694) praticamente conjuntamente com o atual Regulamento Geral de Interconexão (RGI, Res. 693), que buscou simplificar as interconexões, é chegada a hora de aprimoramentos.

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"As regras do modelo atual, notadamente as relacionadas à interconexão ainda se mostram uma barreira praticamente intransponível para o atendimento das áreas mais afastadas por prestadoras competitivas, onde [sic] uma solução inovadora e disruptiva será a chave de sucesso", explica a Hugues

Parcerias

A operadora One Web por sua vez, acredita que a formação de parcerias entre provedores globais de capacidade satelital e provedores de serviços de telecomunicações nacionais será um meio viável e eficiente para estas empresas atenderem à demanda local. "As novas constelações de satélites de baixa órbita terrestre estão aptas e disponíveis a exercer seu papel no desenvolvimento das infraestruturas de telecomunicações no Brasil, oferecendo conectividade de baixa latência, alta velocidade e alta capacidade", explica a OneWeb na sua contribuição à tomada de subsídios da Anatel sobre a revisão do PGMC.

A implementação do Regulamento Geral de Exploração de Satélites (RGES) deve ser uma mola propulsora da competição no setor de satélites em geral, e entre satélites de baixa órbita terrestre, em particular, defende a OneWeb. "É importante que a Anatel exerça seu papel de garantir acesso aos recursos de órbita e espectro, como recursos escassos e bens de natureza coletiva que são, e não permita a ocupação desordenada das órbitas baixas sob pena de virtualmente impedir o acesso de novos operadores", aponta da Onde Web.

A operadora também cobra da Anatel que diante das mudanças adotadas no RGES para promover a competição no setor, caberá ainda à Anatel promover a adoção de parâmetros técnicos que evitem a interferência entre constelações por meio do compartilhamento de informações quanto a localização de gateways entre operadores, criando inclusive um raio de exclusão, caso seja necessário.

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