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Separação de infraestrutura pode ser nova onda entre provedores regionais

A segregação de clientes e infraestrutura dentre os ativos dos provedores regionais pode ser a nova onda no segmento durante os próximos anos, inclusive com forte atuação de fundos especializados em tecnologia e telecom.

Durante o primeiro dia do Encontro Nacional Abrint, iniciado nesta quarta-feira, 8, a possibilidade foi abordada por players que atuam na consolidação do mercado, como o Santander. “Às vezes, uma parte do ativo pode ser mais interessante [para compradores] do que o ativo todo”, afirmou o diretor-gerente para investimentos em telecom do banco, Valder Nogueira.

Segundo ele, há “cheques na cartucheira” de fundos de infraestrutura de TI e telecom que observam o mercado brasileiro. Parte deles estaria de olho em oportunidades como o edge computing (data centers de menor porte que servirão de suporte ao 5G).

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“A infraestrutura dos senhores seria extremamente importante para isso”, afirmou Nogueira a uma plateia de provedores regionais. Na ocasião, foi apontado por participantes que muitas empresas não aceitariam abrir mão de suas infraestruturas, vistas como parte indissociável do negócio.

O Santander, contudo, notou que diferentes modelos (com alienação ou não do controle) foram implementados pelas grandes operadoras que segregaram parte da rede para atuar no segmento de redes neutras (Oi, Vivo e TIM). O próprio banco atuou na separação da infraestrutura que resultou na criação da FiBrasil.

Fusão e IPO

CEO da Vispe Capital, Droander Martins apostou que a separação de infraestrutura e a chegada de fundos especializados serão grandes tendências entre provedores durante os próximos dois anos, mas que exigirão um forte esforço de regularização de redes em muitos casos.

O especialista em consolidação de provedores também apontou para fusões como fator em crescimento. “Muitos grupos vão se unir para competir com outros provedores maiores, grandes operadoras e redes neutras”. Segundo Martins, o movimento já está em curso através de centenas de pequenas transações negociadas fora do radar da maior parte do mercado.

Sócio para investimentos em telecom na XP Investimentos, Leonardo Moura foi outro a projetar “M&A relevante” entre o top 20 de provedores regionais do País. Apesar de prever bastante movimento no curto prazo, o profissional avalia que o cenário macroeconômico deve desencorajar a ida de novos ISPs à B3. “O ano que vem será mais duro para a listagem de provedores”, apontou Moura.

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