Estratégia de venda do 5G passa por ofertas diferenciadas para cada cliente, diz TIM

Uma das questões recorrentes feitas aos executivos da TIM durante a coletiva de final de ano, com a participação de Pietro Labriola, CEO da empresa, foi sobre o que se pode esperar dos planos de serviço com 5G. A empresa, como se poderia imaginar, foi evasiva nos detalhes, que fazem parte da estratégia comercial, mas ficou claro que a empresa não pretende simplesmente fazer um upgrade de qualidade de serviço aos atuais usuários da rede 4G. Segundo Leonardo Capdeville, CTIO da empresa, não será necessário trocar de chip para migrar para os serviços viabilizados pela rede 5G. Isso é o que se sabe.

Mas ainda não se sabe quanto os planos custarão e de que forma eles agregarão valor ao que a empresa oferece. Segundo Alberto Griselli, Chief Revenue Officer da TIM, a empresa pensa em "cobrar preços específicos para públicos que tenham necessidades especiais" e não vê a lógica de um plano nacional se aplicar ao 5G enquanto não houver uma rede nacional. 

Essa frase de Griselli se soma a uma colocação de Pietro Labriola, que ao ser questionado sobre as condições de oferta do 5G destacou que há limites regulatórios que estão inclusive sendo trabalhados setorialmente, pela Conexis (associação que representa do setor de telecomunicações e da qual Labriola é o presidente). "A tecnologia 5G tem funcionalidade que poderia permitir o desenvolvimento de serviços completamente diferentes. Sobre esse assunto, temos que entender bem com as autoridades, sobre (a questão da) neutralidade de rede", disse ele, destacando que esse debate será importante nos próximos meses e que está sendo trabalhado pela associação. "Todas essas funcionalidades permite um serviço completamente diferente".

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Para Labriola, se as operadoras optarem por simplesmente fazer o upgrade do 4G para o 5G sem oferecer nada a mais, terão dificuldade de rentabilizar os investimentos na nova tecnologia. "Se comunica que é a mesma coisa, é complicado cobrar diferente. Queremos que o 5G de fato possa ser percebido pelo cliente", diz o presidente da empresa.

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