Enel defende 'racionalização' dos postes; Copel mira projetos em áreas rurais

Gerente da distribuidora Copel, Tiago Santana

Mesmo regulamentado, o compartilhamento dos postes das distribuidoras de energia com as empresas de telecomunicações não parece ter sido a melhor opção, afirmou o responsável por Operação e Manutenção da Enel Brasil, Rosario Zacaria. Ele participou nesta quarta, 8, do evento 5×5 Tec Summit, realizado pelos sites Telesintese, Teletime, TI Inside, Mobile Time e Convergência Digital.

O executivo disse o compartilhamento regulado como é atualmente resultou em redes redundantes nas grandes cidades e gaps em regiões onde não há sinal do Serviço de Comunicação Multimídia (SCM), como no interior de Goiás.

Zacaria entende que esse é um negócio rentável, mas carece de sinergias. "Esses resultados devem servir de lição na formatação de nova regulamentação, cuja proposta está em consulta pública na Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel)", disse.

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Ele reconhece que também está fora de questão enterrar infraestrutura, uma vez que é uma solução custosa e de grande impacto na tarifa. Para ele, esse é um movimento que tem marco temporal de 50 a 60 anos. "O que podemos fazer hoje é tentar racionalizar o tema", concluiu.

Copel

Com um programa de rede inteligente rodando, a Copel, por sua vez, começa a colher resultados da iniciativa, como a redução do tempo que o consumidor fica desligado por ano em 48%. A afirmação é do gerente da distribuidora Tiago Santana. Segundo ele, o programa vai atingir 1,6 milhão de consumidores do serviço.

Os medidores atuais serão substituídos por medidores digitais, que se comunicam diretamente com o Centro Integrado de Operação da Distribuição da Copel, facilitando o controle desde a subestação até o consumidor final. Sem custo para o cliente, essa tecnologia permite leitura de consumo à distância e autonomia para o cidadão monitorar seu consumo em tempo real por aplicativo.

Ao contrário do piloto da Enel, instalado em um bairro populoso em São Paulo, a Vila Olímpia, a inciativa da distribuidora paranaense atinge grandes áreas do campo. Segundo Santana, o projeto tem grande impacto na produção agrícola do estado.

A Copel também iniciou projeto paralelo de trifaseamento da rede. "A indústria agrícola cresceu de tal forma que circuitos pequenos não conseguem atender a demanda de carga e da qualidade que o usuário necessita", afirma Santana.

O representante da Copel ressalta que, da forma como vem sendo distribuída, a energia traz benefícios para diversas cadeias, como a leiteira, de produção de suínos, avicultura e piscicultura. O programa está orçado em R$ 820 milhões.

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