Quem respeitar soberania e privacidade pode fornecer para 5G, diz Mourão

O vice-presidente Hamilton Mourão falou nesta segunda-feira, 7, que está se formando dentro do governo a ideia de que qualquer empresa que respeite soberania do Brasil, a privacidade dos dados que são transmitidos e sejam economicamente viáveis, poderá participar como fornecedoras de equipamentos para a implementação do 5G no Brasil. Ou seja: uma esperança para permitir a presença de fornecedores chineses como a Huawei.

Mourão lembra que atualmente no mundo existem cinco grandes fornecedores de infraestrutura de telecomunicações capazes de atender o mercado que vai surgir com o 5G, dos dos quais chineses, fazendo uma referência à ZTE e a Huawei. "Hoje, 40% da infraestrutura de tecnologias 3G e 4G são da Huawei. Se tirar ela do páreo, quem vai pagar a conta são os consumidores", afirmou o vice-presidente na atividade organizada pela Associação Comercial de São Paulo. Outros fornecedores são Ericsson, Nokia e Samsung.

Crise EUA e China

O vice-presidente também destacou que existe claramente uma crise entre o EUA e a China, desde o momento em que o país oriental entrou na OMC e iniciou paulatinamente uma crescente ameaça para os EUA. "Hoje há disputas tecnológicas entre EUA e China, e estamos vendo as consequências dessa disputa para o mundo. Mesmo com a eleição de Joe Biden, essa disputa permanecerá, mas talvez com outro discurso", reconheceu Mourão.

Há rumores de que no governo Bolsonaro a ala ideológica contrária à Huawei está preparando um Decreto com orientações de retirar a gigante chinesa do fornecimento de equipamentos para a implementação do 5G no Brasil.

Entidade setorial das grandes operadoras de telecomunicações e de fornecedoras de infraestrutura já afirmaram que retirar a Huawei do fornecimento de equipamentos pode comprometer a instalação do 5G no Brasil e tornar o serviço mais caro para o consumidor.

A representação da China no Brasil também já disse que as posturas do governo podem trazer consequências negativas para as relações entre os dois países. A última manifestação oficial do governo chinês veio da Embaixada da China no Brasil sobre acusações de ciberespionagem feitas pelo filho do presidente Jair Bolsonaro, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-RJ).

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