Patuano: rebaixamento de nota de crédito da Telecom Italia pode ser inevitável

Após a divulgação na noite da quinta, 7, dos resultados do terceiro trimestre e do plano industrial da Telecom Italia para o triênio 2014-2016, o mercado italiano não reagiu particularmente bem nesta sexta-feira, 8. Tanto é que as ações da holding fecharam na bolsa de Milão em queda de 5,56%. Analistas financeiros ainda estão avaliando a proposta do CEO e chairman interino da empresa, Marco Patuano, de levantar mais de 4 bilhões de euros com a venda de ativos (Telecom Argentina, divisão de mídia e torres no Brasil e na Itália) e a emissão de 1,3 bilhão de euros em bonds conversíveis em ações ordinárias, além de economia de 1 bilhão de euros com melhoria operacional, mas um rebaixamento da nota de crédito da companhia pode ser inevitável.

Em entrevista ao canal de TV norte-americano CNBC, Patuano afirmou que as agências de avaliação poderão seguir a Moody's, que em outubro rebaixou a nota da Telecom Italia para junk (ou "patamar especulativo"). "As agências vão avaliar nosso plano, mas não tenho certeza se eles vão nos manter na categoria de investimento", declarou o executivo. "O importante para nós é que temos uma liquidez super sólida (sic)", completou, ressaltando o fluxo de caixa e o plano para abater a dívida líquida para 27 bilhões até o final de 2013 (no terceiro trimestre, o montante foi de 28,2 bilhões de euros).

Patuano reiterou também a posição da holding italiana: TIM e Telecom Italia são os ativos core, e juntos fazem parte da estratégia do grupo. "Itália é core, Brasil é core, e esse footprint é o certo. Se precisarmos mudar estratégia, vamos avaliar." Novamente, ele não se mostrou contrário a ofertas, mas destacou que o valor precisaria ser condizente com a importância da TIM Brasil. Ele negou ainda ter encontrado o bilionário mexicano Carlos Slim, dono do grupo América Móvil, para conversar sobre uma possível venda da operadora brasileira.

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