4G Americas sugere que liberação de 700 MHz comece pelo interior

A frequência de 700 MHz poderia ser liberada para o uso por serviços móveis no Brasil antes de 2016, começando por cidades do interior, onde não houver utilização por emissoras de TV, sugere Erasmo Rojas, diretor para América Latina da 4G Americas, entidade que promove a adoção de redes e serviços de banda larga móvel no continente. "Não é preciso esperar que a faixa de 700 MHz esteja livre em todo o País para liberá-la. Pode-se fazer antes um estudo sobre seu uso pelos canais de TV e de repente começar pelas áreas rurais a liberação", diz o executivo. Ele aposta no uso dessa faixa para cobertura de áreas rurais, pois seu alcance é maior, enquanto a frequência de 2,6 GHz ficaria mais restrita aos grandes centros. Rojas conta que conversou recentemente com representantes do governo peruano, que também analisam essa alternativa.

O diretor do 4G Americas esclarece que o uso de 700 MHz não compete com aquele de 450 MHz, faixa já licitada para banda larga móvel no Brasil, pois esta ainda aguarda a padronização internacional para uso em LTE e está limitada a apenas 14 MHz.

A opinião da entidade está em consonância com aquela da GSM Association, cujo diretor para o Brasil, Amadeu Castro, sugeriu na semana passada que a frequência de 700 MHz seja liberada antecipadamente, de forma regionalizada.

Harmonização

São três as principais faixas de espectro que estão sendo adotadas para a quarta geração de telefonia celular na América Latina: 700 MHz, 1,7 GHz e 2,6 GHz. Rojas entende que as três crescerão simultaneamente e que não haverá predominância de uma sobre a outra. Enquanto México e Uruguai escolheram 1,7 GHz, Brasil, Colômbia e Chile preferiram 2,6 GHz. E vários países leiloarão, mais cedo ou mais tarde, blocos em 700 MHz para banda larga móvel, seguindo o exemplo dos EUA e pegando carona na escala gerada pelo mercado norte-americano.

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