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Nova Oi prevê novos fluxos reequilibrando receita após venda da unidade móvel

Foto: Pixabay

O presidente da Oi, Rodrigo Abreu, quer passar uma mensagem ao mercado: a Nova Oi continuará a ter participação relevante na V.Tal (antiga InfraCo), a companhia de infraestrutura de fibra cujo controle está sendo vendido para os fundos geridos pelo BTG Pactual. Na visão do executivo, essa visão mais abrangente do futuro da operadora é importante até para considerar a valoração da empresa, tendo em vista a possibilidade novas receitas e lucro operacional multiplicado com novos serviços – que no futuro podem ser segregadas também. 

Mesmo considerando apenas a Nova Oi, a empresa vislumbra novos fluxos, que permitirão à operadora obter o mesmo patamar de receita de cerca de R$ 15 bilhões que têm hoje com a Oi Móvel ainda incorporada. Logo após a venda, diz, esse número deverá abaixar para R$ 9 bilhões, mas a ideia é voltar a crescer em seguida por meio da operação na nova fase.

Durante live da XP Investimentos nesta quarta-feira, 8, Abreu justificou que muitos analistas de mercado têm interpretado a Nova Oi como apenas uma empresa “standalone”. O foco dessa operação será a fibra, mas tirando proveito, inclusive como cliente âncora, do poder de investimento e ativos da V.Tal. Todo o capital da empresa na unidade de fibra que será controlada pelos fundos do BTG Pactual será Opex.

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Isso permitirá novos fluxos de receita sem as “amarras da infraestrutura e do Capex”, segundo o executivo. “É preciso entender a Nova Oi como uma empresa focada em serviço, ‘asset light’ [com poucos ativos] e que não precisa mais do Capex do passado”, declarou Abreu na live para o mercado. Ele explica que a valorização da V.tal trará também a liquidez necessária. “Muita gente olha só para a Nova Oi standalone e se esquece que tem uma participação de R$ 10 ou 12 bilhões na companhia [de fibra], e que será valorizada para R$ 30 bilhões em alguns anos.”

Novas receitas

Abreu não mencionou muitos exemplos de novos fluxos que a companhia prevê, mas diz que foram criados alguns segmentos que já contam com receitas anuais superiores a R$ 130 milhões, ainda aproveitando os vínculos com a base que já detém. Ele cita a Oi Expert, especializada em assistência técnica, e que é 100% baseada em equipe internalizada da empresa, e que terá no primeiro ano de funcionamento receita de R$ 100 milhões. Entre os segmentos a serem explorados estão educação, serviços financeiros, seguros, casa conectada, saúde e monitoramento remoto, incluindo logística. 

O executivo aponta que esses novos fluxos não aparecerão de forma imediata, mas que há grande potencial para essas frentes. Isso inclui até a possibilidade de “criar operações segregadas, que possam ganhar vida como equity separado”. Ou seja, transformar essas divisões em unidades produtivas isoladas.

Reorganização

O planejamento toma como base a previsão de que a operadora terá uma estrutura de custos menor, e isso será uma oportunidade para a companhia realizar algumas modificações. Rodrigo Abreu diz que é uma execução dura, mas que está sendo feita, e que inclui a implantação de metodologias novas de gestão e organização, aumentando a eficiência baseada em squads e ágil. 

Um dos reflexos da mudança, diz o presidente da Oi, é a reorganização da diretoria da empresa, que também visa a redução de custos operacionais. “Estamos subindo a área de negócios com a modificação na semana passada para ter mais leveza e mais atividade”, destaca. Ele se refere à contratação da nova diretora-executiva financeira da operadora, Cristiane Barreto, anunciada a após a saída de Camille Faria para a TIM

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