Blocos de 26 GHz podem ser revisados para garantir interessados

Os blocos de 26 GHz com licitação programada para o leilão de 5G podem ser desmembrados em lotes menores que garantam a presença de interessados – e, consequentemente, recursos para compromissos de Internet em escolas da rede básica.

A possibilidade teria sido informada pelo conselheiro da Anatel, Emmanoel Campelo, em reunião na ultima segunda-feira, 6, com o presidente da Frente Parlamentar Mista da Educação, deputado Israel Batista (PV-DF). A minuta final do edital de 5G está sendo relatada por Campelo.

"Essa é uma faixa que nos causa alguma preocupação. Não temos certeza se teremos empresas interessadas, de fato, na tecnologia. A nossa ideia é reduzir o tamanho do bloco para facilitar a entrada desses investidores, para que não tenhamos falta de recursos para o projeto de conectividade das escolas", afirmou o conselheiro, segundo comunicado original da Frente enviado na segunda-feira, 6.

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Após a publicação desta matéria, a fala de Campelo foi retificada pelo grupo de parlamentares e pela própria Anatel; a nova versão enviada para TELETIME foi a seguinte: "Essa faixa [o 26 GHz] foi objeto de recomendações do TCU e tem nos causado preocupação a possibilidade de que alguns blocos eventualmente fiquem desertos, risco que sempre existe em todas as licitações. Por esta razão, temos estudado a melhor forma de atender às recomendações daquela Corte de Contas".

Blocos

A Anatel pretende licitar um total de 3,2 GHz de espectro na faixa de 26 GHz, até então divididos em cinco lotes regionais de 400 MHz e três regionais do mesmo porte (subdivididos em 21 blocos).

A proposta enviada ao TCU previa preço mínimo individual de R$ 791 milhões para cada lote nacional, mas a perspectiva é que as cifras sejam maiores no texto final. Caso a recomendação que compromissos de Internet em escolas sejam incluídos no leilão, 90% dos recursos oriundos da venda da faixa devem ser remanejados para a política pública.

A viabilidade econômica das ondas milimétricas como o 26 GHz tem dividido a indústria de telecom. Enquanto alguns players enxergam grande potencial na faixa, limitações de cobertura e um número menor de leilões envolvendo a faixa lá fora também são observadas. Nesta quarta-feira, 8, a Oi voltou a se declarar interessada em investir na faixa no leilão, embora ainda esteja aguardando as condições finais no edital que será publicado.

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