Qualcomm: 5G exige combinação de bandas baixa, média e ondas milimétricas

A oferta de serviços com todo o potencial previsto para o 5G exigirá a combinação de faixas de espectro em banda baixa, média e em ondas milimétricas. Esse é o alerta realizado pelo presidente global da Qualcomm, Cristiano Amon, durante o primeiro dia do Painel Telebrasil 2020, iniciado nesta terça-feira, 8.

"Em alguns países, criou-se a visão de uma escolha entre espectro diferentes: isso é equivocado. O 5G foi desenvolvido para que todas bandas sejam parte da rede ao mesmo tempo. A grande maioria das nações desenvolvidas vão ter todas as frequências no 5G", afirmou o executivo.

Nesse sentido, uma operação ideal de quinta geração precisaria agregar tanto espectro de banda média, abaixo de 6 GHz (como a faixa de 3,5 GHz), as ondas milimétricas (como o 26 GHz) e a banda abaixo de 1 GHz utilizada por gerações anteriores de serviços.

"Para pensar no potencial total do 5G, você terá que converter essas bandas existentes", reiterou Amon. Tal estratégia já está sendo iniciada pelas operadoras brasileiras, que estão se valendo do compartilhamento dinâmico de espectro (DSS) para primeiras ofertas 5G. Vale lembrar que o leilão de 5G ainda licitará uma capacidade adicional em banda baixa de 700 MHz e em 2,3 GHz.

Redes abertas

O mandatário da Qualcomm também destacou o processo de abertura dos componentes de rede que acompanhará o 5G (a partir de iniciativas como o OpenRAN). "Vamos passar de redes totalmente verticalizadas para um processo de desagregação, com rede virtual e várias empresas podendo construir as estações radiobase".

Amon lembra que um processo similar já aconteceu no mercado de fornecimento de data centers e no de terminais de acesso como notebooks e celulares. A expectativa é que a abertura nas redes gere uma proliferação de players de infraestrutura, com impacto direto nos custos.

Terminais

O presidente global da Qualcomm ainda traçou um cenário otimista sobre o custo de smartphones equipados com a tecnologia 5G. Segundo o executivo, na China o preço dos terminais já está em queda, tornando-se acessível para 60% da população. A expectativa é que a partir de 2021, o movimento se fortaleça no mundo, permitindo um ritmo maior de migração.

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