Telecom Italia observa queda na receita e no lucro no 1T15

Assim como a TIM Brasil, a Telecom Italia mostrou queda em receita e lucro no primeiro trimestre de 2015, mas com avanço na migração da base móvel para o consumo de dados. Segundo a companhia afirma no balanço financeiro divulgado nesta sexta, 8, os resultados "confirmam a reviravolta" no mercado doméstico, que mostrou declínio sequencial menor do que nos trimestres anteriores "graças à atenuação da dinâmica da contração de serviços tradicionais e do desenvolvimento de serviços inovadores". Em destaque, o segmento móvel, que conseguiu reter o ARPU, e na banda larga fixa, com aumento do ARPU em consumidores ADSL.

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A receita do grupo ficou em 5,053 bilhões de euros, queda de 2,6% no comparativo anual. Já a receita operacional caiu 3,1%, total de 5,106 bilhões de euros. O lucro operacional antes de juros, impostos, depreciação e amortização (EBTIDA) fechou o período em 2,031 bilhões de euros, recuo de 7,7%. A margem EBTIDA caiu 3,8 pontos percentuais e ficou em 44,3%.

Considerando o lucro de operações continuadas, houve queda de 62%, totalizando 89 milhões de euros. Considerando as operações descontinuadas, a companhia mostrou queda menor, de 29,7%, somando 258 milhões de euros no período.

O Capex do grupo acumulou 1 bilhão de euros, aumento de 40,7%. Desse total, 700 milhões de euros foram para o mercado doméstico (aumento de 37,1%), e 300 milhões de euros para a operação no Brasil (crescimento de 50,7%). A companhia promete maior eficiência operacional nos investimentos, ressaltando também a destinação de 50% do montante na Itália para o "Capex Inovador", ou seja, investimento em infraestrutura para dados, como redes de próxima geração (NGN) e LTE. A companhia conta agora com mais de 80% da população italiana coberta com 4G, e 32% com fibra (com 316 mil acessos em abril). "No Brasil, estamos organicamente atualizando nossa base para usuários de dados, segmento que cresceu 41% abastecido pelo 4G", ressaltou o CEO da Telecom Italia, Marco Patuano, durante teleconferência com analistas.

A dívida líquida ajustada da companhia aumentou 2,96% em comparação com o trimestre imediatamente anterior, chegando ao final de março com 27,430 bilhões de euros. No comparativo com o mesmo período de 2014, houve queda de 0,36%.

Brasil

A receita da operação brasileira registrou uma queda de 3,3% no comparativo em real, e 2,76% se considerada a moeda europeia (utilizando a taxa de R$ 3,22 por euro) , resultando em 1,411 bilhão de euros. O EBTIDA aumentou 2,22% (1,6% em reais), totalizando 415 milhões de euros.

A companhia cita "deterioração do cenário macroeconômico" do mercado brasileiro, ressaltando que a TIM conseguiu estabilizar o market share no segmento móvel, aumentando "significativamente" a base pós-paga, apesar da tendência de queda na receita de serviços tradicionais de voz e SMS.

IPO de torres

A Telecom Italia confirmou ainda a ideia de realizar a abertura de capital da subsidiária Inwit, companhia de torres italiana que tem o grupo como maior contratante. Segundo explica Patuano, trata-se de uma "alocação de capital mais eficiente", com a ideia de "participar da tendência de consolidação do setor (de torres de telecomunicações)". A ideia é que a TI fique como acionista minoritária da companhia, que conta com 11,5 mil sites. A transação, que deverá ser concluída já na metade do ano, teria valor de 730 milhões de euros, de acordo com a agência de notícias Bloomberg em abril. O IPO foi anunciado originalmente em março.

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