HP aposta em protocolo aberto para SDN

Visando prover equipamentos para trazer ganho de escala e flexibilidade para as redes autodefinidas (SDN) em data centers, a Hewlett-Packard trouxe para a Interop, que acontece esta semana em  Las Vegas, seus novos lançamentos voltados para o setor. A promessa, segundo os executivos da companhia norte-americana, é proporcionar as vantagens de uma rede virtualizada, enquanto adota um padrão aberto para facilitar a interoperabilidade. Com isso, a empresa pretende um desafio: virar líder de um mercado que o próprio instituto de pesquisas Gartner reconhece estar desatualizado.

O gerente de produtos da HP para a América Latina, Carlos Meza, explica que a chave para o SDN é simplificar os processos para as empresas. A companhia está fornecendo a virtualização de rede para a infraestrutura de rede do próprio Interop e está utilizando o congresso para expor seus lançamentos da família Flex, que abrange de switches a routers para as redes. "A principal diferença é que têm um desempenho muito mais rápido, como aprova uma clínica brasileira que tem um centro de computação e que tem uma quantidade imensa de servidores", garantiu o executivo, deixando escapar que se trata do hospital Sírio Libanês, em São Paulo. "A grande inovação é entregar a capacidade de computação dos grandes do mercado", diz.

Os equipamentos permitem sair da atual limitação de redes para data centers, que hoje utilizam velocidade de 10 Gbps. "As empresas na América Latina queriam que nossos equipamentos garantissem os 40 Gbps", diz, afirmando que haverá no futuro um trabalho para promover o padrão de 400 Gbps. "Há crescimento da velocidade porque há demanda. Queremos ver coisas em tempo real, como vídeo", diz. Meza explica que um dos diferenciais também é a utilização do protocolo de comunicação aberto, o Open Flow, um protocolo de switches. "A SDN vem para agregar inteligência às redes. Durante os últimos 20 ou 30 anos, eram redes que não revolucionavam, não eram programáveis automaticamente, era tudo manual", declara. Ele diz que a vantagem do Open Flow é que o processo de automação que antes era lento e burocrático, hoje leva apenas cinco minutos.

Os novos produtos da família Flex, diz Carlos Meza, permitirão às empresas simplificar a rede e fazer o escalonamento de acordo com a demanda do mercado. "A empresa poderá reduzir as operações de meses para minutos. Traz uma tecnologia rentável que impacta na empresa", assegura. Os lançamentos ainda fazem parte de uma família de serviços, que inclui um auxílio da HP ao roadmap das empresas para a migração para o protocolo de Internet IPv6. "Uma das coisas que fazemos é o servidor ver o objetivo imediato disso. Identificamos no cliente que partes ele precisa migrar primeiro", diz Mike Banic, vice-presidente de marketing da HP Networking,

Outra aplicação é com a segurança. Greg Bell, executivo da canadense Ballrat Grammar, afirma que utilizou a solução da HP com a aplicação da plataforma Sentinel, que permitiu controlar o acesso de mais de 1.400 estudantes e 200 funcionários em vários campus de universidades na Austrália. "Temos desafios, como a mistura de gerenciamento de devices e o BYOD", declara. Ele explica ainda que a implementação permitiu diminuir o número de infeções e malwares entre os dispositivos dos estudantes. "Se há tráfego malicioso, podemos bloquear na camada de acesso", completa Mike Banic.

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